Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Amigos da Umbanda!!! Saravá aos Pretos Velhos e Pretas Velhas!!!!!!!

sábado, 22 de outubro de 2011

Desdobramento


NO SONO ARTIFICIAL – Enfileirando algumas anotações com respeito aodesdobramento da personalidade, consoante as nossas referências ao hipnotismocomum, recordemos ainda o fenômeno da hipnose profunda, entre o magnetizador eo sensitivo.

Quem possa observar além do campo físico, reparará, à medida se afirme aordem do hipnotizador, que se escapa abundantemente do tórax do , caído emtranse, um vapor branquicento que, em se condensando qual nuvem inesperada, seconverte, habitualmente à esquerda do corpo carnal, numa duplicata delepróprio, quase sempre em proporções ligeiramente dilatadas.

Tal seja o potencial mais amplo da vontade que o dirige, o sensitivo,desligado da veste física, passa a movimentar-se, ausentando-se muita vez dorecinto da experiência, atendendo a determinações recebidas, pode efetuarapontamentos a longa distância ou transmitir notícias, com vistas a certosfins.

Seguindo-lhe a excursão, vê-lo-emos, porém, constantemente ligado aocorpo somático por fio tenuíssimo, fio este muito superficialmente comparável,de certo modo, à onda do radar, que pode vencer imensuráveis distâncias,voltando, inalterável, ao centro emissor, não obstante sabermos que semelhanteconforto resulta de todo impróprio para o fenômeno que estudamos no campo dainteligência.

Nessa fase, o paciente executa as ordens que recebeu, desde que nãoconstituam desrespeito evidente, desde que não constituam desrespeito evidenteà sua dignidade moral, trazendo informes valiosos para as realidades doEspírito.

Notemos que aí, enquanto o carro fisiológico se detém, resfolegante eimóvel, a individualidade real, embora teleguiada, evidencia plena integridadede pensamento, transmitindo, de longe, avisos e anotações através dos órgãosvocais, em circunstâncias comparáveis aos implementos do alto-falante, numaparelho radiofônico.

À semelhança do fluxo energético da circulação sanguínea, incessante nocorpo denso, a onda mental é inestancável no Espírito.

Esmaecem-se as impressões nervosas e dorme o cérebro de carne, mas ocoração prossegue ativo, no envoltório somático, e o pensamento vibra, constante,no cérebro perispirítico.

NO SONO NATURAL – Na maioria das situações, a criatura, aindaextremamente aparentada com a animalidade primitivista, tem a mente como quevoltada para si mesma, em qualquer expressão de descanso, tomando o sono paraclaustro remançoso das impressões que lhe são agradáveis, qual criança que, àsolta, procura simplesmente o objeto de seus caprichos.

Nesse ensejo, configura na onda mental que lhe é característica asimagens com que se acalenta, sacando da memória a visualização dos própriosdesejos, imitando alguém que improvisasse miragens, na antecipação de acontecimentosque aspira a concretizar.

Atreita ao narcisismo, tão logo demande o sono, quase sempre se detémjustaposta ao veículo físico, como acontece ao condutor que repousa ao pé docarro que dirige, entregando-se à volúpia mental com que alimenta os própriosimpulsos afetivos, enquanto a máquina se refaz.

Ensimesmada, a alma, usando os recursos da visão profunda, localizadanos fulcros do diencéfalo, e, plenamente desacolchetada do corpo carnal, portemporário desnervamento, não apenas se retempera nas telas mentais com quepreliba satisfações distantes, mas experimenta de igual modo o resultado dospróprios abusos, suportando o desconforto das vísceras injuriadas por ele mesmoou a inquietude dos órgãos que desrespeita, quando não padece a presença deremorsos constrangedores, à face dos atos reprováveis que pratica, porquantoninguém se livra, no próprio pensamento, dos reflexos de si mesmo.

SONO E SONHO – Qual ocorre no animal de evolução superior, no homem deevolução positivamente inferior o desdobramento da individualidade, porintermédio do sono, é quase que absoluto estágio de mero refazimento físico.

No primeiro, em que a onda mental é simplesmente fraca emissão de forçasfragmentárias, o sonho é puro reflexo das atividades fisiológicas. No segundo,em que a onda mental está em fase iniciante de expansão, o sonho, por muitotempo, será invariável ação reflexa de seu próprio mundo consciencial ouafetivo.

Evolui, no entanto, o pensamento da criatura que amadurece,espiritualmente, através da repercussão.
Como no caso do sensitivo que, fora do envoltório físico, vai até ao localsugerido pelo magnetizador, tomando-se a ordem determinante da hipnoseartificial pelo reflexo condicionado que lhe comanda as idéias, a criatura nahipnose natural, fora do veículo somático, possui no próprio desejo o reflexocondicionado que lhe circunscreverá o âmbito da ação além da roupagemfisiológica, alongando-se até ao local em que se lhe vincula o pensamento.

O homem do campo, no repouso físico, supera os fenômenos hipnagógicos evolta à gleba que semeou, contemplando aí, em Espírito, a plantação que lherecolhe o carinho; o artista regressa à obra a que se consagra,mentalizando-lhe o aprimoramento; o espírito maternal se aconchega ao pé dosfilhinhos que a vida lhe confia, e o delinqüente retorna ao lugar onde seencarcera a dor do seu arrependimento.

Atravessada a faixa das chamadas imagens eutópticas, exteriorizam de simesmos os quadros mentais pertinentes à atividade em que se concentram, co osquais angariam a atenção das inteligências desencarnadas que com eles seafinam, recolhendo sugestões para o trabalho em que se empenham, muito embora,à distância da veste somática, freqüentemente procedam ao modo de criançasconduzidas ao ambiente de pessoas adultas, mantendo-se entre as idéiassuperiores que recebem e as idéias infantis que lhes próprias , do que resulta,na maioria das vezes, o aspecto caótico das reminiscências que conseguem guardar,ao retornarem à vigília.

Nesse estágio evolutivo, permanecem milhões de pessoas – representando afaixa de evolução mediana da Humanidade – rendendo-se, cada dia, ao impositivodo sono ou hipnose natural de refazimento, em que se desdobram, mecanicamente,entrando, fora do indumento carnal, em sintonia com as entidades que se revelemafins, tanto na ação construtiva do bem, quanto na ação deletéria do mal,entretecendo-se-lhe o caminho da experiência que lhes é necessária à necessáriaà sublimação no porvir.

CONCENTRAÇAO E DESDOBRAMENTO – Quantos se entregam ao labor da arte,atraem, durante o sono, as inspirações para a obra que realizam,compreendendo-se que os Espíritos enobrecidos assimilam do contacto com asInteligências superiores os motivos corretos e brilhantes que lhes palpitam nascriações, ao passo que as mentes sarcásticas ou criminosas pelo mesmo processo,apropriam-se dos temas infelizes com que se acomodam, acordando a ironia e airresponsabilidade naqueles que se lhes ajustam aos pensamentos, pelo trabalhoa que se dedicam.

Desdobrando-se no sono vulgar, a criatura segue o rumo da própriaconcentração, procurando, automaticamente, fora do corpo de carne, os objetivosque se casam com os seus interesses evidentes ou escusos.

Desse modo, mencionando apenas um exemplo dos contactos a que aludimos,determinado escritor exporá idéias edificantes e originais no que tange aoserviço do bem, induzindo os leitores à elevação de nível moral, ao passo queoutro exibirá elementos aviltantes, alinhando escárnio ou lodo sutil com quecorrompe as emoções de quantos se lhe entrosam à maneira de ser.

INSPIRAÇÃO E DESDOBRAMENTO – Dormindo o corpo denso, continua vigilantea onda mental de cada um – presidindo ao sono ativo, quando registra no cérebrodormente as impressões do Espírito desligado das células físicas, e ao sonopassivo, quando a mente, nessa condição, se desinteressa, de todo, da esferacarnal.

Nessa posição, sintoniza-se com as oscilações de companheirosdesencarnados ou não, com as quais de harmonize, trazendo para a vigília nocarro de matéria densa, em forma de inspiração, os resultados do intercâmbioque levou a efeito, porquanto raramente consegue conscientizar as atividades queempreendeu no tempo de sono.

Muitos apelos do plano terrestre são atendidos, integralmente ou emparte, nessa fase de tempo. Formulado esse ou aquele pedido ao companheirodesencarnado, habitualmente surge a resposta quando o solicitante se achadesligado do vaso físico. Entretanto, como nem sempre o cérebro físico.Entretanto, como nem sempre o cérebro físico está em posição de fixar oencontro realizado ou a informação recebida, os remanescentes da açãoespiritual, entre encarnados e desencarnados, permanecem, naqueles Espírito queainda se demorem chumbados à Terra, à feição de quadros simbólicos ou defragmentárias reminiscências, quando não sejam na forma de súbita intuição, aexpressarem, de certa forma, o socorro parcial ou total que se mostrem capazesde receber.

DESDOBRAMENTO E MEDIUNIDADE – As ocorrências referidas vigem naconjugação de ondas mentais, porque apenas excepcionalmente consegue a criaturaencarna desvencilhar-se de todas as marras naturais a que se prende, adstritaàs conveniências e necessidades de redenção ou evolução que lhe dizem respeito.

É imperioso notar, porém, que considerável número de pessoas,principalmente as que se adestraram para esse fim, efetuam incursões nos planosdo Espírito, transformando-se, muitas vezes, em preciosos instrumentos dosBenfeitores da Espiritualidade, como oficiais de ligação entre a esfera física ea esfera extra física.

Entre os médiuns dessa categoria, surpreenderemos todos os grandesmísticos da fé, portadores de valiosas observações e revelações para quantos sedecidam marchar ao encontro da Verdade e do Bem.

Cumpre destacar, entretanto, a importância do estudo para quantos sevejam chamados a semelhante gênero de serviço, porque, segundo a Lei do CampoMental, cada Espírito somente logrará chegar, do ponto de vista da compreensãonecessária, até onde se lhe paire o discernimento.

Do livro: Mecanismos da Mediunidade
Psicografia: Francisco Candido Xavier e WaldoVieira
Pelo Espírito de : André Luiz

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda