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Amigos da Umbanda!!! Saravá aos Pretos Velhos e Pretas Velhas!!!!!!!

sábado, 5 de maio de 2012

Iniciantes na Umbanda


Toda a pessoa que escuta es­ta frase: “Você tem que vestir bran­co, e precisa de­sen­volver a sua mediuni­dade”.  Pronto! Aí vem o medo e ao mesmo tempo a ansiedade, imagi­nando-se vestido de branco e já incorporando “seus guias”, ele julga que após poucas semanas já estará apto a “trabalhar” dando  “consulta”… Será que é só colocar o médium “novo” no meio da gira e girar?  Ou será que ele precisa primeiro de atenção, carinho, ajuda e esclareci­mento neste mo­mento único e delicado de transição dos seus valores reli­gio­sos, e principalmente de doutrina, acres­cido de tempo e humildade de ambos os lados, seja do dirigente para com o filho pequeno (que nasce para a espiritua­lidade) e precisa ser cuidado com amor. Ou por parte do filho que precisa de conhecimento e isto só é con­seguido através do estudo, movido pela paciên­cia, humildade e fé, pois só assim con­seguirá de fato ser um filho de fé da Umbanda Sagrada.  Como as giras de desenvolvimento fazem parte deste processo mediúnico comentarei sobre os recursos rituais: atabaques, cantos, defumações, dan­ças, roupa branca, etc.

Defumações: descarregam o cam­po mediúnico e sutilizam suas vibra­ções, tornando-o receptivo às energias de ordem positiva. Ela é essencial para qualquer tra­ba­lho num terreiro, pois certas cargas se juntam (agregam) ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vi­bração pesada, rancores, preocupa­ções, pen­samentos negativos, etc., tu­do isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem ao nosso campo eletromag­nético, bloqueando trans­missões energéticas. Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois interpenetra o campo as­tral, mental e a aura, tornando-os no­va­mente “libertos” de tal peso para pro­duzirem  seu funcionamento normal.

 Palmas: Se cadenciadas e ritma­das, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizada no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vi­brarem orde­nadamente, facilitando o tra­balho de reajus­tamento de seus pa­drões magnéticos.

 Cantos: a Umbanda recorre aos can­­tos ritmados que  atuam sobre al­guns ple­xos, que reagem aumen­tando a velo­cidade de seus giros. Com isso, cap­tam muito mais energias etéricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação. Os pontos can­tados  são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um ter­reiro de Um­ban­da pela pri­mei­ra vez.  Os pontos canta­dos são, den­tro dos ri­­tuais, um dos aspec­tos mais im­por­tantes para se efetuar uma boa gira. São louvações e orações canta­das, para chegada  dos Orixás e guias, tam­bém para descarga e limpeza fluí­dica, bem como para a subida dos Orixás e guias. Um verdadeiro ponto cantado nos atin­ge lá den­tro do coração e da emo­ção, nos trazendo paz, fé, pela pureza e firmeza desses pontos maravilhosos.

 Atabaque: As vibrações sonoras têm o poder  de adormecer o emocional, estimulando a sensibilidade, modifi­can­do as irradiações  energéticas, atuando  sobre o padrão  vibratório do médium, após esta mudança o mentor aproveita esta facilidade e adentra no campo ele­tromagnético, igualando-se  ao padrão  e  fixando-o no mental de seu médium, direcionadamente. Em pouco tempo o médium, entra em sintonia magnética para a incor­poração. Existem vários tipos de toques: • suaves e cadenciados (renovação afetiva e amorosa); • vibrantes (descarrega); • sons alegres (predispostos ao bom humor)
Danças: A Umbanda recorrem  às “danças ri­tuais” pois, durante seu transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e se concentram intensamente numa ação onde o movimento cadenciado facilita seu en­volvimento mediúnico. Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se ligam de tal forma, que o espírito do médium fica adormecido, já que é paralisado momentanea­mente. No princípio, o médium sente ton­turas ou enjôos, mas estas reações cessam se a entrega for total e não houver tentativa de comandar os movi­mentos, já que seu mentor quem o comandará. Nada é por acaso. Se o ritual de Umbanda optou pelo uso de atabaques, cantos e danças ritual, há todo um comando pelos senhores do alto dando amparo e sustentação.

 Roupa Branca: O branco é a cor de Oxalá, que é o regente da Fé, da religiosidade dos seres da pureza, da humildade, da benevolência, da paciência da fraternidade da união e da caridade… O simbolismo da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na apresentação do corpo mediúnico. Mas, se alguém se veste de branco e assume o grau de médium, dele também se exige que purifique seu íntimo, reformule seus conceitos a respeito da religiosidade e porte-se de acordo com o que dele esperam os Orixás Sagrados, pois estes que o ampararão daí em diante. O fato é que a Umbanda como uma religião possui seus próprios rituais ,suas próprias característica, e suas práticas. Desenvolver a mediunidade não significa dar algo a quem não está habilitado para recebê-lo, mas sim, em habilitar alguém a assumir conscientemente o dom com o qual foi ungido.

Saravá Umbanda! Um grande abraço.

Por Mônica Berezutchi.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Prece de Lúcifer à Deus

Segue abaixo um texto que achei muitíssimo interessante e no mínimo intrigante, acho que vale muito a pena compartilhar com vocês, analisar e refletir. Dá o que pensar. Chama-se Prece de Lúcifer, e é uma oração de Lucifer à Deus... Espero que compreendam o propósito!!!
Abaixo:


PRECE DE LÚCIFER
"Por que, meu Senhor? Por que Tinhas que enviar-me até este abismo da perdição humana? Por que logo eu, que tanto Vos amo, adoro e venero, tinha de ser o escolhido para ser o catalisador, absorvedor e acumulador das energias geradas por todos os espíritos humanos viciados? Por que, meu Senhor?

Não Vedes que eles, os humanos, nunca vão aprender a amar-Vos, respeitar-Vos, venerar-Vos e adorar-Vos como eu Vos amo, respeito venero e adoro?

Por que meu irmão do alto colhe as vibrações de amor, respeito, veneração e adoração dos espíritos humanos virtuosos, enquanto para mim Reservastes o ódio, o desprezo, o amaldiçoamento e a ignorância dos espíritos humanos?

Por que não Fulminais todos os espíritos humanos faltosos perante Vossas leis eternas?

Por que não Fazeis desaparecer todos os espíritos humanos que Vos desrespeitam, menosprezam, ofendem e olvidam?

Por que Permites que eles, criações Vossa, sejam tão ambiciosos, invejosos, falsos, traidores, perversos, soberbos, ignóbeis, cruéis, e hediondos?

Por que, os que são humanos tanto por fora quanto por dentro, vão para o reino luminoso de meu irmão do alto, e os que parecem humanos por fora, mas por dentro são mais traiçoeiros do que a serpente, mais sanguinários do que os cães raivosos, mais lascivos do que cadelas no cio, mais sujos do que porcos, mais falsos do que hienas, por Vós são enviados para o meu reino aqui em baixo e só fazem por aumentar meu ódio, desprezo, rancor, raiva e fúria contra os malditos seres humanos viciados na maldição de suas fraquezas humanas?

Senhor meu, eu Vos amo, respeito, adoro e venero, e no entanto sou tão incompreendido pelos servos do meu Irmão do Alto!

Eles não entendem que se sou como sou, é porque assim são os semelhantes deles que não Vos amam, veneram, adoram e respeitam, e que por Vós são enviados ao meu reino sem Luz, com todos os vícios humanos, os quais tornam meus domínios depósito da escória humana.

Eles não sabem que só odeio quem Vos despreza; só persigo quem afasta-se de Vós; só destruo aqueles que querem destruir-Vos; só anulo aqueles que querem apagar Vossa essência divina no meio humano; só sou implacável com os degenerados, os viciados, os ignorantes e os desumanos.

Por que Vosso servo do alto não diz a eles como realmente sou, quem eu sou e porque sou como sou?

Por que ele, que consegue falar com os humanos através do Amor, da Fé e da Razão, não diz a eles que não sou o que pensam que sou, mas sou tão somente aquele que Escolhestes para acolher em meu reino e domínios os que Vos desrespeitam, desprezam, ofendem e odeiam ?

Por quê? Por quê? Por que não Falas comigo meu amado, adorado e venerado Senhor? "


Nota : Texto extraído do Livro : Hemisarê - A Ira Divina , de Rubens Saraceni

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Passe Espírita e Passe Umbandista


          
          Artigos, teses e publicações.
“A um médium é solicitado que conheça o mínimo indispensável para que possa realizar as práticas de Umbanda e seus rituais. Também é exigido que estude um pouco, porque só assim, entenderá tudo o que acontece dentro de um templo de Umbanda durante a realização das giras de trabalho.”
Por: Rubens Saraceni
A palavra “passe” tem origem no Espiritismo, codificado por Allan Kardec, e traz a idéia de “passar” ou “transmitir” algo a alguém. A doutrina codificada por Kardec tem base cristã e encontra no Evangelho as muitas passagens em que Jesus cura as pessoas e “expulsa” espíritos indesejados por meio da imposição de mãos. Algo que vamos encontrar em muitas outras culturas como a egípcia, a grega, a celta, a chinesa, a indiana ou em tradições indígenas e xamãnicas. Estudiosos do passado e do presente se debruçam sobre os fundamentos científicos das técnicas de “passe magnético”, desde Hermes Trimegistro, Fo-Hi, Asclépio, Pitágoras, Hipócrates, Paracelso, Van Helmont, Mesmer, Du Potet e outros.
Na obra de Allan Kardec vamos encontrar (A Gênese, Cap. XIV, 1:14, 15 e 18) a descrição dos “Fluidos” e sua manipulação:
Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não os manipulando como os homens manipulam os gases, mas por meio do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para os homens...
Pode-se dizer, sem receio de errar, que há nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros...
O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados; transmite-se de Espírito a Espírito pelo mesmo veículo, e, conforme sua boa ou má qualidade, saneia ou vicia os fluidos circundantes...
No “Passe Espírita” o médium manipula estes fluidos por meio de técnicas que foram se desenvolvendo com o tempo. Aqui no Brasil devemos, principalmente, a Bezerra de Menezes e Edgard Armond, o método já consagrado e largamente utilizado em boa parte dos “Centros Espíritas”. A padronização dos passes e outras práticas doutrinárias... foram providências adotadas na Federação Espírita dos Estado de São Paulo para efetivar a unidade das práticas espíritas, assunto de alta relevância, levado ao Congresso de Unificação realizado em 1947 nesta Capital. Estas são as palavras que “prefaciam” o título Passes e Radiações: Métodos Espíritas de Cura de autoria de Edgard Armond, 1950. Podemos dizer que o conteúdo deste livro norteou e norteia até hoje o método e técnicas utilizadas no Espiritismo Brasileiro, em que o “Passe Magnético” subdivide-se por categorias como P1, P2, P3, P4. Além do Passe de Limpeza e da Auto Cura. A realização destes passes é feita por qualquer pessoa de boa vontade que tenha estudado o método, para algumas situações, no entanto é necessário certa sensibilidade ou Don mediúnico. A maioria dos métodos é explicada por uma corrente de energia/magnetismo e fluidos que estabelecem um circuito de forças entre “operador passista” e consulente (assistido). Dentro do processo são definidos alguns conceitos como a polaridade das mãos (direita = positiva, esquerda = negativa) e os centros de força, denominados de chacras por influência oriental, assim como a importância de um conhecimento básico sobre a fisiologia do corpo material e espiritual.
“Quando o Espírito é de elevada categoria, possui grande poder curativo, muito diferente e muito melhor que o que possui o magnetizador encarnado.”
Por: Edgard Armond
O “Passe Umbandista” não é apenas um “passe magnético” ou material e sim um “Passe Espiritual”, aplicado por um espírito. Assim como Edgard Armond classificou diferentes métodos de aplicação do Passe Magnético para diferentes necessidades, também os espíritos que se manifestam na Umbanda aplicam métodos variados de acordo com a necessidade de cada consulente, dentro dos variados recursos que cada espírito guia entidade/mentor, possui. Sem esquecer que cada um recebe na medida de seu merecimento e afinidade, podendo um encarnado bloquear uma ação positiva direcionada a ele mesmo como conseqüência de sua postura mental. Pois muitos merecem, mas não estão abertos emocionalmente ou psicologicamente para receber o que a espiritualidade lhe oferece, por vários motivos como descrença, irritação, mentalidade critica e posturas interesseiras desfocadas de um objetivo espiritual.
O “Passe Umbandista”, para além de “Passe Espiritual”, pode ser definido como a aplicação de um conjunto de técnicas mágico-religiosas, além de explorar todos os recursos possíveis de imposição de mãos, utiliza elementos e técnicas variadas e até inusitadas.
“Porém, enquanto nos centros espíritas usa-se o passe magnético, nos centros de Umbanda também se recorre aos passes energéticos, quando são usados diversos materiais (fumo, água, ervas, pedras ou colares, etc.) que descarregam os acúmulos negativos alojados nesses campos eletro-magnéticos... Nem sempre o que parece folclore ou exibicionismo realmente o é. Se os mentores dos médiuns de Umbanda exigem determinados colares de pedras, eles sabem para que servem e dominam seu magnetismo, assim como as energias minerais cristalinas irradiadas pelas pedras. Ervas e fumo, quando potencializadas com energias etéreas pelos mentores, também se tornam poderosos limpadores de campos eletromagnéticos.”
Rubens Saraceni

A finalidade é de alcançar maior êxito de acordo com as necessidades, o merecimento e os recursos disponíveis. Cada entidade tem a liberdade de aplicar a técnica que lhe aprouver, desde que dentro dos limites de ética, bom senso e respeito. Embora haja um conjunto de métodos e recursos característicos da Umbanda. Muitas entidades, em especial os pretos velhos, por exemplo, realizam o benzimento, que se distingue do “Passe Magnético”, por empregar uma ação mais relacionada ao poder do verbo, elementos e simbologia, considerada “Magia Popular”. Também é possível identificar métodos complexos de Magia Riscada (Magia de Pemba), abrindo espaços mágicos (Pontos Riscados) que muitas vezes lembram Mandalas do Hinduismo ou mesmo Fórmulas Cabalisticas da Real Arte Simbólica e Mística Hebraica entre outras práticas de Ocultismo e Hermetismo. Entre os elementos mais utilizados podemos identificar velas, água, óleo, pedras, essências, fumo, ervas, tecidos, ponteiros e a citada pemba (giz utilizado para traçar símbolos), dentro de um ambiente de terreiro, mágico-religioso por natureza. Nos métodos se observam rezas, orações, preces, evocações, invocações, determinações e fórmulas mágico-religiosas associadas a banhos, defumações, oferendas e outros.
Todos estes recursos estão mais ou menos associados ao “Passe Umbandista”, no qual se cria um ambiente de Som, Cores, Aromas e Luzes, capaz de inebriar de forma positiva todos os cinco sentidos do consulente a fim de conduzi-lo a certo estado de consciência desejado.
Durante o “Passe Umbandista” observamos a entidade espiritual fazer a imposição de mãos, segurar velas direcionadas aos chakras ou traçando movimentos no ar, colocam colares (guias) no pescoço do consulente ou o colocam dentro da mesma em circulo no chão. Atiram ponteiros em pontos riscados, fazem gestos rituais e movimentos com os pés e mãos que nos faz crer na “Magia Gestual”. Em meio a tantos recursos, que nos encantam e fascinam, nos chama a atenção, em especial, o estalar de dedos, bem característico em quase todas as linhas de trabalho. Muitas pesquisas e especulações já foram realizadas sobre esta prática, entre elas são identificadas as energias que existem na ponta de cada um dos dedos da mão, que são pequenos chakras ou vórtices de energia (“chacrinhas”), e, o “choque” vibratório desencadeado no ar quando o dedo médio estala sobre a região da mão chamada de “monte de Vênus”, causando vibração astral e sonora o que desperta certa energia dentro do campo em que está atuando. Este “Estalar de Energias” pode assumir contextos vaiados de acordo com o que esteja associado, por meio do pensamento ou movimentos. Além deste contexto pode-se usar o estalar de dedos como um simples gesto de descarregar as energias absorvidas pelas palmas das mãos. Um caboclo ou outro espírito guia eleva sua mão ao alto (ou ao lado) buscando certa energia que será irradiada ao consulente, num movimento rápido, ao mesmo tempo em que transmite esta energia positiva, retira os eflúvios negativos e os “descarrega” com um estalar de dedos. Os movimentos longitudinais, transversais e circulares também foram descritos na obra de Edgard Armond, em que: Os passes longitudinais movimentam os fluidos, os transversais os dispersam e os circulares e as imposições de mãos os concentram, o mesmo sucedendo com o sopro quente. Este último merecendo ainda um estudo à parte.
No entanto pode-se associar procedimentos mais ou menos magísticos com os mesmos, ou seja, a relação entre estalos e números com o poder de realização que cada um deles possui, aplicando-se seqüências de estalos que podem variar, por exemplo, de 2x3,3x3,4x3 ou ainda estalos que desenham formas geométricas no ar. Lembrando que a aplicação de símbolos associados a idéias e intenções, com suas respectivas invocações é a mais explicita “magia simbólica”, encontrada nas mais variadas culturas. Assim seqüências de estalos “desenham” no ar, cruzes, estrelas e círculos; firmando ou estabelecendo pontos e espaços vibratórios, aos quais podem ter função nesta realidade ou abrir portais para outras realidades.
Muito mais poderíamos escrever sobre o “Passe Umbandista” e seus recursos, no entanto não pretendemos em um único artigo esgotar o que é inesgotável. Fica aqui um comentário final sobre a importância do estudo, não para complicar o que é realizado de forma tão simples por nossos guias de Umbanda, mas com a finalidade de compreendermos o que eles realizam, com a consciência de que eles sim estudam e estudaram muito para realizar este trabalho espiritual. Não estudamos por um movimento do Ego ou para substituir a presença dos mesmos, mas para lhes oferecer maiores recursos psíquicos, espirituais e materiais. Estudamos para ver o quanto somos ainda “neófitos” (aprendizes) nesta senda, em que Caboclo (a), Preto Velho (a), Baiano (a), Boiadeiro (a), Marinheiro (a), Cigano (a), Exu e Pomba Gira são nossos Mestres.

Notas:
[1] Rubens Saraceni. Código de Umbanda. São Paulo: Ed. Madras, 2006. P.79
[2] Edgard Armond. Passes e Radiações: Métodos Espíritas de Cura. São Paulo: Ed. Aliança, 1997. P. 85
[3] Rubens Saraceni. Código de Umbanda. São Paulo: Ed. Madras, 2006. P. 101

     
           Por Alexandre Cumino 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Preto Velho – Pai João de Aruanda


Texto enviado pela Irmã e colaboradora Francine – SC. Salve Vossa Coroa Iluminada.      
              Sou preto.Negro como a noite sem estrelas. Sou velho.Velho como as vidas de meus irmãos.
              Mas, se sou ainda negro, é porque trago em min as marcas do tempo, as marcas de Cristo.
              Essas marcas são as estrelas de minha alma,de minha vida.Sou negro.Mas a brancura do 
linho se estampa na simplicidade do meu olhar,que tenta ver apenas o lado bonito da vida.
              Sou velho sim. Mas é na experiência da vida que se adquire a verdadeira sabedoria, aquela que vem do alto.
              Sou velho. Velho no falar velho na mensagem, velho nas tentativas de acertar. A minha força, eu a construí na vida, na dor no sofrimento como alguns entendem, mas naquela decorrente das lutas, das dificuldades do caminho, da força empreendida na subida.
               A força da vida se estrutura nas vivencias. É á medida que construímos nossa experiência que essa força se apodera de nós, nos envolve e nós então nos saturamos dela. É a força e a coragem de ser você mesmo,de não se acovarda diante das lutas,de continuar tentando.
       Sou forte. Mas quando me deixo encher de pretensões, então eu descubro que sou fraco.Quando aprendo a sair de mim mesmo e ir direção ao próximo, ai eu sei que me fortaleço.
          Eu sou preto, sou velho, sou humano. Mas sou humano sem corpo.Sou como você ,sou espírito. Sou errante, aprendiz de mim mesmo.
           Na estrada da vida, aprendi que até hoje, e possivelmente para sempre serei apenas o aprendiz da vida.
         Sou andarilho. Pelas estradas da vida eu corro, eu ando. Tudo isso para aprender que, como você, eu sou um cidadão do universo viajador do mundo. Sou um semeador da paz.
        Sou eu, Pai João de Aruanda.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Falangeiros da Aruanda


SEARA ESPIRITUALISTA FALANGEIROS DA ARUANDA

Seara, segundo o dicionário, é o mesmo que uma plantação. Se nós plantamos, no passado, uma semente de rosas, teremos belas flores no futuro. Mas para isso acontecer, é preciso que nós saibamos cuidar de nossa semente, de nossa muda, e de nossa plantação no presente.
Espiritualista: segundo o codificador Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, “É espiritualista aquele que acredita que em nós nem tudo é matéria, o que de modo algum implica a crença nas manifestações dos espíritos”. Se cremos na existência de um mundo superior, além da matéria que enxergamos, e se estamos em constante contato com este mundo e com os espíritos que nele habitam, logo seguimos e adotamos a filosofia espiritualista. Além disso, nosso trabalho será sempre de ordem espiritual, não sendo permitido nenhum tipo de comércio ou barganha com as entidades. Não será feito nenhum tipo de cobrança em consultas, sessões ou passes.
Falangeiros entende-se por aqueles que integram uma falange, ou seja, uma tropa. Assim deverá ser cada irmão de fé que fizer parte deste grupo. Como um soldado que esteja pronto para o trabalho, não para a guerra no seu sentido mais simples, mas para uma batalha onde se pregará o amor e a paz ditados pelo Mestre Jesus.
Ainda para deixar claro o sentido de falange, imaginemos as nossas mãos. Nossas articulações dos dedos são chamadas de: falange, 2ª falange (falanginha) e 3ª falange (falangeta). Quando movimentamos os dedos todas as articulações e músculos das mãos se movimentam juntos. Ou seja, por menor que seja um movimento, toda a mão deverá estar em harmonia. Do contrário o movimento será errado, ou simplesmente não acontecerá.
Assim deverá ser o nosso grupo. A energia que se movimentará em cada irmão deverá ser única e harmoniosa, para que o grupo possa sempre estar em movimento crescente de constante aprendizado.
Aruanda, nossa fonte espiritual, de onde migram nossas entidades, Caboclos, Pretos Velhos, a fim de virem nos auxiliar em nossa caminhada. Muitos definem Aruanda como uma colônia espiritual. Mas nós nos referimos a uma Aruanda Maior, ou seja, tudo que compreende o Plano Astral ligado à Umbanda. Claro que trabalharemos com entidades de outras falanges, de outras correntes, mas sempre com a autorização e o auxílio dos mestres de Aruanda.

Sejam sempre bem-vindos, queridos amigos e irmãos!

Sejam sempre bem-vindos, queridos Falangeiros da Aruanda!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Aos Irmãos de Fé Umbandistas,,, Por Ramatís




Que os vossos destinos estejam sempre iluminados pelos bons espíritos, guias e protetores, falangeiros da caridade, mas que tenhais merecimento dessa assistência pelas vossas atitudes e ações.Fazei a vossa parte, que a Espiritualidade está fazendo a que lhe cabe, pois igualmente os espíritos têm comprometimento cármico convosco e estão evoluindo. Tendes o discernimento de escolher vossos destinos de acordo com o aprendizado vivenciado, fruto do estudo, da experimentação mediúnica e do conhecimento que propicia a fé racional, e não vos deixeis levar tal qual tora de madeira correnteza a baixo.
Vivenciai a singeleza da Senhora da luz, vossa amada Umbanda, ainda tão incompreendida e distorcida entre os homens. Umbanda, facho luminoso que desce do Altíssimo, que não cobra consultas, não se remunera por encomendas de oferendas e despachas milagrosos que a tudo resolvem, não faz sacrifício de animais e não tem rituais de sangue; práticas funestas de pais de terreiros pagos pelo vil metal, comprometidos com a sombra do astral inferior, num processo simbiótico vampirizador de larga escala na crosta terrestre decorrente da baixo moralidade que ainda prepondera neste inicio de Terceiro Milênio,mas que não está destinada ao homem místico e universalista da Nova Era de Aquário.
Não tenhais receio de afirmar vossa condição de umbandistas, que é por natureza milenar, universalista e crística.
Resgatai a humildade e a sabedoria tão bem personalizada nas figuras amoráveis dos pretos velhos com seus cabelos brancos, corpos curvados pelas dores do tempo e linguajar simples e tosco, mas que por detras das vovós e vovôs , escondem-se espíritos de extrema elevação, muitos de outras paragens
cósmicas, que no presente momento existencial não conseguireis entender em plenitude.
Tende a coragem dos índios e dos caboclos e enfrentai as vicissitudes de olhar firme no horizonte, respeitando a tudo e a todos, tendo o evangelho do Cristo no coração.
SAUDAI VOSSA UMBANDA.
SAUDAI TODOS OS ORIXÀS ,POSIÇÔES VIBRADAS DO COSMO QUE PERMITEM A MANIFESTAÇÃO DOS ESPIRITOS NA FORMA E NA MATÈRIA.
SAUDAI TODOS OS GUIAS E PROTETORES.
SAUDAI TODOS OS CAVALARIANOS SOCORRISTAS.
SAUDAI TODOS OS QUE PRATICAM A CARIDADE DESINTERESSADA SOB A ÉGIDE DO CRISTO JESUS, ENCARNADOS E DESENCARNADOS.
O amparo e a assistência se fazem sempre, atuantes por intermédio dos mensageiros da FRATERNIDADE BRANCA DO ASTRAL SUPERIOR,que sustenta em solo pátrio o movimento de unificação religiosa dos homens.
E que Oxalá vos dê ânimo para enfrentar os tempos vindouros e continuar praticando a caridade desinteressada, com amor ao próximo, confiança e fé como sempre foi, é e será pelo evo dos tempos, nos caminhos ascencionais de todos vós, inevitavelmente destinados à angelitude, independente das crenças terrenas.

RAMATÍS
Este texto foi retirado do livro SAMADHI, página 141 - Editora do Conhecimento. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Que Orixá vai Reger este Ano?




É comum no início de cada ano encontrarmos pais e mães de santo dando seu parecer através de jogos advinhatórios ( Búzios, concha de Caboclo, Tarô etc...) sobre qual Orixá vai reger o mesmo e infelizmente notamos que em cada local rege um Orixá diferente o ano que entra, tornando esta prática lenda na cultura popular gerando o desrespeito com as leis de Umbanda e demais cultos afros.
Sabemos que os Orixás são qualidades divinas e quando nos reportamos ao Pai Celestial encontramos em seu seio divino: A fé (simbolizada por Oxalá), o Amor (simbolizado por Oxum), o Conhecimento (simbolizado por Oxóssi), a Justiça (simbolizada por Xangô), a Lei (simbolizada por Ogum), a Evolução (simbolizada por Obaluayê) e a Geração (simbolizada por Yemanjá).
Quando falamos em energias e expiações temos que primeiro compreender que em determinadas regiões predomina mais a carência de FÉ então ai temos a atuação de Oxalá,  em outras notamos a carência de AMOR e ai vemos os braços de Oxum acolhendo seus filhos em Olorum e notamos também uma carência planetária onde hoje podemos ter a atuação de determinado Orixá, mas amanhã a carência planetária pode ser outra então ficaria difícil meus irmãos (as) determinarmos uma única regência para um longo período.
Tomando como base o exemplo acima podemos simplificar dizendo:
  • Em determinado hospital é colocado somente um infectologista e menospreza-se a hipótese de que no mesmo exista carência de outras especialidades como: Cardiologista, Neurologista, Pediatra etc... Por que acreditam que somente exista uma única necessidade dentro de longo período. O resultado nesta questão seria desastroso.
Quando nos reportamos a regências dentro de determinado período, temos que ter certa cautela pois o que é necessário hoje, amanhã pode não ser, pois o  planeta Terra esta em constante evolução.
Respeitamos a todos que acreditam em uma regência fixa de Orixá apra o ano, mas aqui meus irmãos(as) colocamos somente nosso parecer de forma alguma sendo de nossa intenção sermos dono da verdade.
Dentro de nossa pequena visão, espíritos ainda em crescimento moral que somos, TODOS os Orixás regem este ano, pois em todas as localidade encontramos seres necessitamos da FÉ, do AMOR, do CONHECIMENTO, da JUSTIÇA, da LEI, da EVOLUÇÃO e da GERAÇÃO divina e DEUS como é soberano e único irradia estas qualidade dia e noite para todas as criaturas incondicionalmente.
Lembremos das palavras de JESUS: "A cada um segundo suas obras"
Isso deixa bem claro que como seres em evolução cada vida, cada ciclo e cada período evolutivo carecem de extremo cuidado de acordo com sua necessidade e  taxar somente uma das muitas qualidades que DEUS tem e nos doa diariamente, seria um extremo engano e alegoria.
Que cada um reflita e tire suas conclusões

Na força do Senhor do Bonfim

Baiano José.

Recebido por Géro Maita
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