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Amigos da Umbanda!!! Saravá aos Pretos Velhos e Pretas Velhas!!!!!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os Fatores dos Orixás


Os fatores dos Orixás qualificam os seres acolhidos por eles no primeiro instante de vida fora de Deus e dão a cada um uma natureza e uma personalidade que individualizaram o ser e permitiram que dessa forma, individualizados, iniciem suas evoluções e a abertura de todo o código genético divino que ira dotar cada um com faculdades mentais específicas que, no decorrer dos tempos se transformaram em dons.
Esses dons desenvolvidos ao longo do tempo são regidos por dentro pelo orixá ancestral da pessoa e são regidos por fora pelos outros Orixás que participaram ativamente na abertura deles.
A abertura de faculdades mentais é um processo lento e que precisa ser amparado e regulado continuamente se não a faculdade que esta sendo aberta foge de controle e sofre distorções que prejudicaram a evolução do ser.
A abertura das faculdades mentais é feita por vibrações divinas emitidas pelos Orixás que denominamos aqui na terra como orixá de frente e adjunto.
Mais do que conduzir à religiosidade de uma pessoa a função desse par de Orixás é regular a abertura de faculdades do ser.
Com isso entendido é preciso que o médium compreenda a real função desse par de Orixás em sua vida e estudando-o e aprendendo sobre suas funções divinas na criação perceba o rumo que foi dado na sua vida quando reencarnou pois e muito comum as pessoas entenderem a ação desse par unicamente a partir da interpretação desenvolvida aqui na terra e dentro da Umbanda. Ex: alguém que tenha Ogum como seu orixá de frente pode pensar e até acreditar que sua função como médium e trabalhar o tempo todo no campo das demandas cortando-as da vida de quem esta sendo demandada.
Mais isso não é verdade, pois Ogum, mais do que cortar demanda, atua reordenando os procedimentos dos seres, realinhando-os com a sua irradiação divina regida pelo seu ancestral e também atua intensamente no desenvolvimento intimo do caráter e do senso de moralidade das pessoas.
A atuação de Ogum dentro da Umbanda ficou limitada quase que unicamente a cortar demandas, fato esse aludido em quase todos os pontos cantados já feitos para ele, com a maioria dos médiuns desconhecendo suas milhares de outras funções tão importante quanto essa, mas que são tão importante para o equilíbrio e a evolução dos seres que é preciso voltarmos nossa atenção para elas uma vez que Ogum corta demandas mas também aperfeiçoa e depura o caráter e a moral dos seus filhos assim como, por ser o potencializador divino da potencia ou força interna a todas as outras faculdades dos seres. Ex: a faculdade regida por Oxalá é que desperta no intimo dos seres a religiosidade, quando esta enfraquecida mostra na pessoa uma falta de fé, de confiança, de perseverança e Oxalá não tem como repotencializar essa faculdade enfraquecida.
Então ele recorre a Ogum para que esse re-potencialize essa faculdade regida por ele, pois assim que isso for feito a pessoa que esta com seu sentido da fé enfraquecido volte a crer, confiar e perseverar no seu aperfeiçoamento e aprimoramento através do senso de religiosidade.
Essa ação que é repotencializadora é atribuição de Ogum na criação não esta ligada a cortar demandas, e sim devolver a força interior de uma pessoa que enfraqueceu-se a partir de decepções intimas acontecidas a partir de sua religiosidade.
Mais esta que é uma função importantíssima para os seres não é a única que Ogum realiza e sim é só mais uma entre outras milhares de funções realizadas simultaneamente por ele na vida de milhões de seres.
Conclusão: é importante para o médium conhecer um pouco mais sobre cada um dos Orixás e principalmente sobre os que formam o seu triangulo de força, pois a partir desse conhecimento sobre ele perceberá que os rumos divinos para a sua encarnação passam por eles e não tem como fugir deles porque o resultado será desfavorável ao médium.
Comecemos por conhecer os Orixás a partir de seus fatores originais:
Oxalá – fator magnetizador
Oya – fator cristalizador
O fator magnetizador de Oxalá tem por função qualificar tudo e todos a partir dos seus magnetismos íntimos.
O fator cristalizador de Oya tem a função de dar forma final a tudo e a todos dando-lhes estabilidade.
Oxum – fator conceptivo
Oxumaré – fator renovador
O fator conceptivo de Oxum tem por função conceber na vida dos seres tudo que é necessário para suprir suas necessidades intimas.
O fator renovador de Oxumaré tem a função de renovar o que já envelheceu ou perdeu sua função original na vida do ser.
Oxóssi – fator expansor.
Obá – fator concentrador
O fator expansor de Oxóssi tem por função expandir tanto uma faculdade mental de um ser quando o campo dentro do qual ele esta evoluindo.
O fator concentrador de Obá tem por função tanto de concentrar uma faculdade mental que tornou-se dispersiva quanto de afixar o ser em um único campo para que ele se reequilibre e redirecione sua evolução.
Xangô – fator racionalizador
Egunitá – fator energizador
O fator racionalizador de Xangô tem por função de desenvolver no intimo dos seres a razão ou senso que diferencia o que é certo e o que é errado.
O fator energizador de Egunitá tem a função de alimentar energeticamente todas as faculdades mentais em equilíbrio.
Ogum – fator ordenador
Iansã – fator direcionador
O fator ordenador de Ogum tem a função de ordenar ou por em ordem tudo e todos colocando cada coisa no seu devido lugar.
O fator direcionador de Iansã tem a função de direcionar a tudo e a todos na criação encaminhando cada um para o seu lugar.
Obaluaiê – fator transmutador
Nanã – fator decantador
O fator transmutador de Obaluaiê tem a função de transmutar as coisas e os seres apartir dos seus íntimos e dos magnetismos individuais sem alterá-las externamente.
O fator decantador de Nana tem a função de decantar ou remover dos seres e das coisas criadas tudo o que esta prejudicando e paralisando suas evoluções.
Iemanjá – fator criacionista
Omulú – fator estabilizador
O fator criacionista de Iemanjá tem a função dotar os seres de faculdades criadoras possibilitando-lhes a criação das condições ideais para melhor evoluírem.
O fator estabilizador de Omulú tem a função de dar estabilidade ao que vai sendo criado a volta dos seres para que possam evoluir em paz, harmonia e equilíbrio.
Entre os muitos fatores de cada um dos Orixás acima citados esses são os que mais facilmente os definem porque se pegarmos os sinônimos de cada um desses quatorze fatores teremos uma lista de funções realizadas por eles o tempo todo em nosso beneficio.
É preciso que no estudo dos Orixás tenhamos um ponto de partida para compreender melhor suas funções na criação e na vida dos seres, porque elas são as mesmas que temos que desenvolver em nosso mental e torná-las dons do nosso espírito uma vez que o que esta em Deus esta nos Orixás e tem que estar em nós, pois só assim estaremos alinhados com eles e nos tornaremos extensões deles aqui na terra para melhor auxiliarmos os nossos semelhantes.
A nossa ancestralidade não é só um referencial para nos compreendermos mas sim é também um indicador do rumo que devemos dar para a nossa evolução reproduzindo cada vez mais as qualidades do nosso Ancestre em nós e colocando-as em ação para sermos úteis aos nossos semelhantes e tornarmo-nos com o passar do tempo em manifestadores espirituais das funções divinas do nosso regente pois é isso que distingui um sacerdote aqui na terra.
Ele tem na sua função sacerdotal o dever de transmitir para as pessoas que procuram uma mensagem direcionadoras dela; estabilizadoras de suas vidas; reordenadoras dos seus procedimentos; transmutadoras dos seus sentimentos; racionalizadoras do seu emocional desequilibrado; renovadora da sua fé em Deus; concebedora de novas expectativas do ser; etc.
Fator e função são sinônimos e a partir de um chega-se ao outro, fornecendo-nos uma melhor compreensão dos Orixás, que no nível mais elevado da criação são mistérios manifestados pelo Divino Criador Olorum/Zambi e dele são indissociados.
A nível Terra a compreensão dos Orixás passa pelo conhecimento sobre seus campos de trabalho religioso.
Mas, no nível mais elevado da criação eles são divindades que em si mistérios que atuam sobre toda a criação, atuando sobre tudo e todos, mesmo que quem não os cultue disso não tenha consciência.
Nosso egocentrismo humano tanto nos induz a crer que Deus é só nosso ou só exista para nós, particularizando e dando-lhe “feições” humanas. E o nosso tendemos a fazer com os Orixás.
Isso não é verdade e o mesmo Deus que criou esse nosso Planeta criou todo o Universo.
E o mesmo Deus que nos criou, criou incontáveis outras classes de seres espirituais não encarnantes, assim como criou todas as outras espécies que também encarnam nesse nosso Planeta.
Assim como nós somos influenciados pelos fatores ou energias vivas dos Sagrados Orixás, tudo e todos são influenciados por eles.
É por isso que toda pessoa seguidora de outra religião, mesmo que ele não saiba ou não queira, ainda assim vive e evolui sob a irradiação de um Orixá de frente e de um Orixá adjunto ou “juntó”.
Esse triângulo de forças independe da vontade das pessoas ou dos espíritos e não é invenção dos guias quando uma pessoa seguidora da outra religião se consegue com eles e detectam que ela esta com desequilíbrio nas suas “forças”, sendo necessário que façam oferendas para seus Orixás e suas forças espirituais.
Ter Orixás e guias ou protetores espirituais, todas as pessoas os tem.
- Incorporá-los, só quem possui a mediunidade de incorporação, incorpora.
- Aceita-los como algo natural na nossa vida, aí depende de cada um.
- Mas ser auxiliado por eles, todos somos, mesmo que disso não tenhamos conhecimento.

Salve Os Orixás...

Retirado: http://religiaoespirita.com/umbanda/

Você Realmente Conhece a Umbanda?


A Umbanda é uma religião de grande diversidade. Ao contrário do Kardecismo, ela não é codificada e se apresenta através de diferentes práticas. Porém, alguns princípios básicos são comuns a todas as ramificações da Umbanda.

O primeiro deles é a caridade gratuita, sem distinção de cor, raça, credo religioso ou status social. Aliás, a incorporação mediúnica de Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Exus, Boiadeiros etc, se dá para cumprir este objetivo - a caridade a quem precisa - e a evolução do espírito.

No que tange a evolução do espírito, a Umbanda crê na reencarnação para cumprimento de seus karmas e como forma de evoluir na escala espiritual. A Umbanda crê no livre arbítrio, que torna o homem responsável por suas escolhas, ações, pensamentos e sentimentos e que o coloca, portanto, no dever de responder por seus atos sem revolta e com compreensão. Para a Umbanda, o mal é um bem a nascer e todos terão perante a Deus o direito de evoluir, mesmo que para isso sejam necessárias várias encarnações. Eis o verdadeiro objetivo das encarnações: oportunidade de crescimento e evolução para o espírito.

A Umbanda não prega o mal. É absolutamente contra a violência e valoriza a humildade como virtude fundamental. Tanto o corpo mediúnico quanto os dirigentes das Casas de Umbanda devem permanecer no exercício constante de combater a vaidade e lembrar que a doação e honestidade são fundamentais no caminho escolhido por eles: a missão que é o serviço à Umbanda.

A Umbanda também tem como um dos seus principais pilares o respeito. Respeito pelas outras religiões, respeito pela evolução e história de cada espírito, respeito pelos valores humanos, pela moral e pela dignidade.

Ainda hoje, há muita confusão no entendimento da Umbanda. Essa religião, que só prega caridade e respeito, muitas vezes, é mal interpretada por pessoas que a desconhecem. Ou pior, por charlatães ou pessoas de má fé que se dizem Umbandistas e só deturpam os princípios básicos da religião, fazendo com que boa parte da sociedade olhe para a Umbanda com desconfiança, medo e até aversão.

Não tenha medo de descobrir o que é a Umbanda. Ela está de braços abertos, sem nenhum interesse, esperando para receber você, com carinho, respeito, amor e muita, muita fé em Deus!

*Marilena Mattos é pedagoga, sacerdotisa de Umbanda, dirigente espiritual da ‘Casa de Cláudia’ e vice-presidente do Movimento Umbanda do Amanhã (MUDA).

Fonte: http://www.eutenhofe.org.br/

 

Evolução Espiritual

 Este texto é dedicado a um jovem Irmão seguidor do Blog Espiritualizando Com A Umbanda que com muita sabedoria e seriedade busca muito conhecimento espiritual para a sua vida terrena. Esse texto é para você Filipe Ramos Tosta. Um Abraço do Irmão.
Denis Sant'Ana   .'.   \|/



Muitos pensam que seu caminho espiritual é o único.
Vislumbram a luz de Deus e querem passar isso a todos como se fossem os únicos que mereceram descobrir o caminho certo. E querem a qualquer custo fazer com que os outros sigam atrás deles por aquele caminho. Pobres humanos. Não sabem que o caminho de Deus é o caminho de todos os homens. Todos!
E que cada um o segue por um atalho diferente.
Não percebem que existe um mundo individual para cada ser humano e que cada um vive imerso nesse universo subjetivo impenetrável aos demais.
Quem não admite essa realidade não é ainda verdadeiramente espiritualizado porque "só o é" aquele que consegue enxergar a Unidade nas diversidades.
Todos os caminhos conduzem a Deus. A doença, o sofrimento, a dor, a maldade que alimentamos por ignorância; tudo isso, por incrível que pareça, mais cedo ou mais tarde acaba em Deus. As trevas também conduzem à Luz. Também são operárias do Grande Arquiteto do Universo. Têm o objetivo de mostrar, através do seu jugo impiedoso que existe a luz, mesmo que no fim do túnel.
Deus é o Deus de todos os homens.
O caminho para Deus é o dos católicos, dos muçulmanos, dos místicos, dos ateus, dos evangélicos. Deus não faz acepção de pessoas. Cada um segue por uma estrada mas o destino é um só. É claro que existem caminhos mais longos e caminhos mais curtos. As religiões funcionam como atalhos para Deus. Entretanto o caminho será sempre incerto. Somos como viajantes perdidos em uma noite escura e fria em busca do abrigo e da luz. Não existe uma verdade absoluta. Deus quis que fosse assim.
Siga o seu caminho confiante de que a mão que tudo escreveu o estará guiando sempre. A Bíblia pode ser um bom guia para se chegar a Deus. Entretanto não é o único, porque os analfabetos também devem ter as mesmas chances de salvação que um homem culto. E podem aprender por outros caminhos. Não se esqueçam jamais destas máximas do autoconhecimento: o caminho para Deus é um caminho para todos os homens. Todos!

O segredo para trilhar o caminho da evolução espiritual consiste praticar o ato supremo mantém todo o universo em funcionamento e que é a chave da iluminação espiritual. Basta habituar-se a realizar o exercício da emanação de amor. "O amor é a chave secreta que abre as portas do paraíso".
E, para encontrar a luz que brilha e ilumina todo o universo, nos seus planos físico e espiritual, basta exercitar a regra de ouro, embasada no sentimento do amor fraterno:
"não pense, não deseje, não faça a nenhum semelhante aquilo que você não quer para si mesmo". Jesus resumiu toda a Lei e os profetas nestes ensinamentos. Isso sigmifica compreender, aceitar e viver o "Amor sem limites". Ver a face de Deus em tudo, até mesmo nas tragédias, nas angústias e nos sofrimentos do homem.
Agir dessa forma exige um bom desenvolvimento da percepção extra-sensorial alicerçada no conhecimento das leis universais. Isso só se consegue dando o primeiro passo rumo ao centro de seu próprio ser onde o seu Deus Interior aguarda o chamado. Entretanto; Ele não nos apressa nunca. Fez a todos nós dotados de livre arbítrio, para que através desta liberdade, possamos descobrí-lo e resolver por livre e espontânea vontade, voltar para a casa que Ele preparou para cada um de nós desde a fundação do mundo.
Ao longo do caminho, nos defrontaremos constantemente com cordeiros de outros rebanhos, mas que pertencem ao mesmo Dono. É fácil identificá-los Todos os seguidores do cordeiro estão marcados. Quem alcançar um bom grau de evolução espiritual conseguirá reconhecer tal marca.
Ninguém é dono da verdade. Por isso; a prática do autoconhecimento não pode jamais estar vinculada, unilateralmente a uma determinada corrente de pensamento; seja esta de fundo místico, ideológico, racional ou religioso.
Deve haver um equilíbrio de forças dentro de nós, de tal forma que possa haver uma união entre a razão, a emoção, a vontade e a fé.
Que Deus o ilumine nesta sua nova caminhada rumo ao centro do seu ser onde está o mais valioso dos tesouros.
Entretanto, para isso você deverá dispor-se a estudar com afinco os segredos da Ciência Divina.
Apesar de compreender “em parte” os segredos revelados através da introspecção, em sua caminhada espiritual, o sábio verdadeiro não ousa manifestá-los como verdade porque tem plena consciência de que realmente tomou conhecimento de uma ciência incomunicável que só pode ser decifrada mediante um labor contínuo da consciência; ainda assim, de forma parcial, de acordo com o seu próprio desenvolvimento espiritual. Portanto, qualquer grau de consciência jamais deve ser considerado como verdade absoluta. Assim como a vida, a introspecção é cheia de surpresas e novidades. O conhecimento de hoje será supantado por um conhecimento superior amanhã. E isso não tem fim. Felizmente!
Muito cuidado e precaução nunca serão demais nesta nobre caminhada em busca da evolução espiritual. Os grandes mistérios estão envolvidos em segredos que só podem ser revelados aos dignos de merecê-los. Os que se lançarem nesta aventura sem a devida proteção, poderão cair em armadilhas ou ser derrotados e esmagados pelo inimigo íntimo que está sempre à espreita, como numa batalha. Este inimigo não se trata de uma entidade maléfica que vem de fora. Trata-se do seu próprio ego profano, sua porção inferior que se manifesta sob as mais diversas formas: medo, rancor, egoísmo, ambição desenfreada e todo tipo de pensamento negativo e destrutivo.
A evolução galgada nos caminhos da Iniciação pode trazer sabedoria, felicidade e harmonia interior; mas também pode trazer poder e glória materiais, benefícios profanos que se não forem trabalhados de maneira altruísta, podem acarretar inúmeros males ao iniciado. Muito cuidado para sempre saber separar com sabedoria, o joio do trigo.
A evolução espiritual nos permite a descoberta de uma nova vida, mais ampla e iluminada que auxilia-nos e muito na conquista de nossa auto-suficiência em todos os sentido.
No entanto; devemos saber que pagamos caro quando escondemos nossos poderes espirituais somente para nós. Devemos utilizar os benefícios galgados com a escalada na senda da evolução espiritual tanto em benefício próprio, quanto da humanidade ao mesmo tempo, exatamente como se apresenta na parábola bíblica dos talentos.
Para finalizar, medite sobre esta oração que bem compreendida e assimilada poderá ajudá-lo em muito nessa caminhada:
Senhor; fazei com que eu seja sempre diante de ti e daqueles que trazem o teu selo, nada mais que uma simples ovelha de seu rebanho. Entretanto perante os lobos; fazei com que eu adquira a aparência do tigre audacioso e voraz, para que assim parecendo, eu não seja devorado por eles.
Obviamente que o leitor iniciante que ora lê estes pequenos fragmentos pode estar se perguntando:
Por onde começar para trilhar corretamente a senda da evolução espiritual?
Que livro devo ler
Que ritual praticar?
Qual a religião ou a filosofia correta para eu seguir?
Estas e muita outras perguntas sucumbem a cabeça de todo buscador iniciante. Mas "felizmente" tais inquietações não podem ser respondidas por nenhum homem nascido da carne. O destino é um só, mas os caminhos são muitos. Cada um segue o seu. E, nenhum homem em sã consciência pode dizer que o caminho que ele está trilhando é o único ou o mais correto.
Quem diz isso não tem nada de sabedoria e não merece crédito.
Muitos "mestres" tentarão persuadí-lo dizendo que seu caminho é o único. Muitos dirão que você deve fazer determinados rituais, em determinadas horas. Outros dirão que você deverá se manter em castidade e ainda outros falarão justamente o contrário: que Deus pode ser encontrado através de processos de magia sexual. Não quero desmentir nenhum deles. Apenas dizer que todo caminho conduz à Deus.
Mesmo o caminho das trevas pode direcioná-lo para a luz. Mas lembre-se de que é melhor evoluir vivenciando mais sabedoria e paz interior proporcionados pelos caminhos de luz e com muito menos sofrimento do que aquele proporcionado caso escolha enveredar-se pelos caminhos de trevas obscuras. As coisas divinas são realmente simples. O que um homem consegue com o celibato, você pode conseguir com a alegria de um coração agradecido e receptivo às dádivas divinas que, sem reservas, são disponibilizadas aos homens de boa vontade. Lembre-se de como Jesus se tornou apto a realizar grandes milagres: apenas seguindo a ideologia de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a Ele próprio. Esse é o segredo!
Eu (Mr. Smith), receoso da maneira como você que ora lê esse texto interpretaria minha opinião, corro o risco de dar um conselho: Comece por estudar com uma nova mente mais receptiva e aberta a Bíblia Sagrada, único livro que ouso indicar a você. Para ser mais direto, aconselharia que você comece sua caminhada lendo os quatro evangelhos que contam a trajetória do Mestre dos mestres. Preste atenção nos ensinamentos ali descritos de forma clara.
Mas lembre-se de que para enxergar a realidade espiritual por trás da história contada lá, necessário se faz abrir os olhos da alma através da sintonização com as coisas do alto.

Fonte:
http://www.acasadoaprendiz.com

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não Tema!



"Não desfaleça na prova que a vida lhe trouxe. A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e examinadores uns dos outros...."
André Luiz



"Não tema, creia somente" - diz o Senhor.
Creia na harmonia, na justiça, na verdade, no bem...
Somos livres, sob a proteção de leis vigilantes.
Deus não se ausenta.


Por isso, quanto nos aconteça é sempre o melhor do que nos mostremos capazes de receber.

Em muitas ocasiões a enfermidade inesperada no corpo é apoio antecipado às necessidade da alma; a afeição que nos deixa é amputação no mundo afetivo para que possamos sobreviver naquilo que estejamos fazendo de mais útil; o desejo contrariado é providência contra perigo invisível; a inibição orgânica é recurso para a condensação de nossas energias em auxílio à realização de tarefa determinada; o prejuízo é comunicado prévio para que não se caia em débitos insolvíveis; a penúria material é desafio a que nos levantemos para o trabalho.

Não desfaleça na prova que a vida lhe trouxe.

A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e
examinadores uns dos outros. 

Hoje é possível esteja sofrendo o cerco de numerosos problemas, entretanto, se você atende às instruções do amor, que nos traçam caminho certo entre as margens da humildade e do serviço, encontrará você o rumo exato de todas as soluções.

Para isso, porém, é necessário que você não permaneça no canto da inércia, colecionando pedras e espinhos que lhe pesem no coração ou lhe firam a alma.

Esqueça tudo o que foi tristeza ou desequilíbrio e entre no sistema de ação
edificante que nos reforma o destino.

Todos os que lutaram e venceram, todos os que tombaram na sombra e se reergueram para a luz, sofrendo, lutando, construindo e renovando, nunca deixaram de trabalhar.

(Do livro "Astronautas do Além", pelo Espírito André Luiz, Francisco Cândido Xavier)
www.institutoandreluiz.org/

Amor e Perdão



“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” – Paulo. (Filipenses, 4:8.)
Verdadeiramente amar é nunca ter que perdoar, pois quem ama não se sente agredido por qualquer atitude do outro. O amor, dessa forma, perdoa sempre, compreendendo o nível de evolução do outro.
As agressões que porventura recebamos daqueles a quem mais dedicamos amor e que nos fere a alma, são oportunidades de testar o nosso sentimento, conhecendo-lhe a natureza.
Perdoar não é esquecer por esquecer. É compreender e colocar-se no lugar do outro. O amor para existir, diante da agressão a nós por parte de alguém que amamos, deve, antes de tudo, compreender, isto é, colocar-se também como alguém que poderia, nas mesmas circunstâncias, cometer o mesmo equívoco.
Ser perdoado, diante de nossas faltas para com o próximo, sem que ele nada exija, é oportunidade de aprender com o outro, como amar e viver em paz consigo mesmo.
A indignação é sentimento que, às vezes, se torna necessário diante da atitude descabida de alguém. Tal indignação não deve assumir, porém, o caráter da agressão nem do revide devendo, portanto ser manifestada para que o outro perceba as conseqüências de seus atos.
Às vezes, por gostar de alguém de forma exagerada, perdoamos suas atitudes inadequadas para conosco e com outros, confundindo os sentimentos e desculpando quando cabia a repreensão necessária. Perdão não significa conivência com o mal. Atitudes como essas, isto é, perdoar e desculpar sem limites, incita o outro à prática do mesmo ato reprovável. Isto não é amor, mas, submissão.
O exercício do perdão leva-nos à compreensão da qualidade do sentimento que temos para com alguém. Quem perdoa está a um passo do amor ao outro. Sua constância levará o indivíduo ao caminho da compreensão dos atos humanos e das relações interpessoais.
Nos processos obsessivos, onde os sentimentos se encontram desestabilizados, o perdão é instrumento fundamental para aqueles que ainda não sentiram o amor em seus corações. O perdão da vítima ao algoz, colocados em condições de compartilharem os sentimentos nobres do amor fraternal.
Se alguém se interpõe em nosso caminho exigindo-nos atitudes contra nossa vontade, o melhor a fazer é seguir adiante, sem sintonizar com imposições descabidas.
O amor nos coloca entre aqueles aos quais cabe perdoar. O componente da família que conosco se relaciona e com o qual não temos afinidade ou mesmo que sentimos certa aversão, é sempre alguém a quem temos que perdoar e amar em nosso próprio benefício. Sua presença em nossa vida é oportunidade de aprendizagem do amor e do perdão.
As atitudes de alguém, que nos merece o perdão, quando não nos sentimos inclinados a dá-lo, se reinterpretadas, nos ensinarão sobre nossas responsabilidades em suas causas.
Amar é atitude que nos ensina a perdoar a nós próprios. Não nos culpemos em demasia. Assumamos as responsabilidades sobre nossos atos, sem receio dos processos educativos que enfrentaremos. Antes do efeito que sucede à causa, há a misericórdia divina em favor de todos nós. Ela é o amor de Deus intercedendo em nosso favor.
A compreensão dos atos humanos requer percepção de nós mesmos.
Nada nem ninguém age fora dos limites de Deus. Ele é amor para sempre.
Perdoar setenta vezes sete vezes cada tipo de falta cometida é exercício para a instalação do amor em definitivo em nós.
Necessitar do perdão divino para nossas faltas é assumir antecipadamente a culpa. O perdão esperado é alcançado com o trabalho redentor em favor de si mesmo e da vida, amando sempre e construindo um mundo melhor.
Por: Márcio Boaventura


Os 9 Passos do Perdão

1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança.

2. Compromete-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber sua decisão. 

3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz.

4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofra agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois minutos -ou dez anos – atrás.

5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismos de seu corpo.

6. Desista de espera, de outras pessoas ou de sua vida, coisa que elas não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o poder de fazê-las acontecer.

7. Coloque sua energia em tentar alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus fins.

8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a busca o amor, a beleza e a bondade ao seu redor.

9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heróica que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar.

O Poder do Perdão Dr. Fred Luskin


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Deixai os Mortos Enterrarem Seus Mortos



Após a transfiguração, quando Jesus ia em direção à Jerusalém, pelo caminho viu um moço e pediu-lhe que o seguisse.  O moço respondeu que iria, mas que primeiro precisava enterrar seu pai, que havia morrido.  Jesus retruca ao moço que ele deveria deixar os mortos enterrar os seus mortos e recomendou-lhe que fosse anunciar o Reino de Deus. 
Para muitos, isso é um absurdo, e Jesus não teria tido esse diálogo, narrado em Mateus e Lucas.  Estariam então errados os evangelistas?  O Espiritismo tem uma posição a respeito, que pode, inclusive, ser encontrada no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XXIII, intitulado Moral Estranha, nos itens 7 e 8. 
Com relação ao tema, é importante atentarmos para o fato de que Jesus não quis dizer que devemos deixar os cadáveres sem sepultura, mas desejou, como sempre, deixar um ensinamento.  Por isso, suas palavras têm um sentido mais profundo.  Jesus falou em mortos, não em cadáveres, e recomendou a divulgação do Reino de Deus, que é a vida eterna, a vida do espírito, pois a vida na matéria é temporária e serve como etapa para nossa evolução, nosso crescimento espiritual. 
Ainda hoje, para todos nós, é difícil vivermos em conformidade com essa crença, pois agimos em nosso dia-a-dia como se tudo acabasse aqui e como se somente a matéria e a vida material tivessem sentido!  Sabemo-nos imortais, mas agimos como mortais! 
Foi com relação a isso, o alerta de Jesus.  Na verdade, ele dividiu a Humanidade em dois grupos: os mortos para a vida espiritual e os vivos para a vida espiritual. 
Os mortos para a vida espiritual são como almas mortas em corpos vivos, ou seja, espíritos sem fé, sem esperança no futuro, pobres de sentimento nobres e de virtudes.  Para esse grupo, o dia da morte é o fim, é o dia da condenação, da tomada de contato com algo que desconhece e com um momento para o qual não se preparou.  Para os vivos, a morte do corpo é a libertação do espírito. 
Para os mortos para a vida espiritual, os cerimoniais e as homenagens têm fundamental importância.  Esses guardam os objetos         que pertenceram aos outros como relíquias, como um “pedaço” daquele que se foi. 
Jesus não criticou essa postura que, aliás, até hoje é seguida pela Humanidade, mas ressaltou e recomendou a necessidade de vivermos e valorizarmos a vida do espírito, deixando de nos inquietar com o corpo e as coisas materiais.  Além disso, recomendou a divulgação do Reino de Deus, ou seja, que digamos aos outros e demonstremos que a nossa verdadeira pátria não se encontra na Terra, no Plano Material, mas no Plano Espiritual, onde se vive a verdadeira vida. 
No dia de hoje, essas palavras de Jesus são muito atuais, ainda, e o Dia de Finados é um exemplo, provando o quanto ainda somos ligados às coisas da matéria, em vez de nos ligarmos às coisas do espírito. 
Atenção!  Isso não significa que o Espiritismo condena as cerimônias fúnebres ou as visitas aos cemitérios.   Para muitos isso ainda é fundamental!  
O Espiritismo, mostrando a atualidade dos ensinamentos de Jesus, alerta-nos sobre a importância de cada dia mais nos ligarmos às coisas do espírito, ressaltando que o respeito aos mortos está muito além das cerimônias e das visitas do Dia de Finados.  O respeito e as honras estão em nossa postura cotidiana, naquilo que fazemos pelo próximo e na forma como falamos dos que já abandonaram esta roupagem terrestre.  De que adianta no Dia de Finados irmos ao cemitério, levarmos flores, se no dia-a-dia falamos mal desse que se foi?  Isso é respeito?   
Só há uma forma de mostrarmos o nosso respeito: é exercitando o amar ao próximo!  Quando aprendermos a amar incondicionalmente, teremos nos desligado das coisas materiais.  A partir daí, o enterrar nossos mortos será apenas um ato higiênico, de enterrar cadáveres, que são carne sem vida, e de respeito por um corpo que ajudou um espírito em sua evolução e que agora será desagregado e por isso dispensa cultos e homenagens, pois na essência, que é o espírito, a vida não cessou. 
Para a Doutrina Espírita, a morte é uma separação temporária, e a forma ideal de se demonstrar saudades e respeito é com preces fervorosas e bons pensamentos, sem datas marcadas.  Essas ações vibram no espaço e levam reconforto até os que deixaram o plano material pela certeza de que não foram esquecidos.  Não será também essa uma forma de cumprir a recomendação de Jesus e anunciar o Reino de Deus? 
Se ainda temos necessidade de homenagear nossos mortos da forma tradicional, não há problemas, mas vamos procurar mesclar as coisas.  Se já não pensamos assim, mas se nossos mortos e outros ainda encarnados necessitam desse tipo de homenagem, vamos respeitá-los, mas sempre procurando mostrar a eles, pelas nossas ações, que a vida material é passageira e que os bens do espírito é que são eternos e devem ser cultivados. 
Oremos pelos que se foram, não só amanhã, mas sempre, mas oremos, também, pelos mortos em espírito, para que eles despertem e passem a se dedicar à vida que realmente vale a pena. 

Por: Kátia Penteado


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Dia de Finados na Umbanda

Neste mês de novembro, no dia 02, temos por tradição o dia de finados.
Para nós, umbandistas, esta data tem grande importância por tratar-se do dia em que louvamos a força e o poder do Divino Orixá Pai Omulu, o Senhor da Morte e das Transições no Universo Divino.
De uma forma geral, na sua doutrina, a Umbanda se apega intensamente na Vida, ou seja,em como devemos nos comportar enquanto encarnados para então, quando chegar a hora do desencarne, podermos garantir um lugar bom nas esferas espirituais.
Hoje, quero comentar sobre a visão da morte e a importância da mesma, sendo que cultuamos uma Divindade regente desse sentido da vida.
Para a Umbanda a morte do corpo físico não é o fim da vida. Entende-se apenas como o fim de um ciclo, ou seja, da passagem encarnatória. Após o ato da morte física do ser encarnado, este será encaminhado para uma esfera espiritual condizente com seus atos e vibração emocional acumuladas durante a passagem no corpo físico.
Aqui no plano físico, estamos numa esfera neutra ou mista,onde tudo se encontra,sem distinção.
Já no plano astral, os seres vivem em realidades dimensionais pertinentes às suas condições emocionais e vibracionais.
Logo, se o ser vibrar ódio,um lugar com seres odiosos será sua morada. Se vibrar o amor,sua morada será um lugar agradável. Nós somos aquilo que criamos ao nosso redor e a realidade que desenvolvemos é a que levamos além do pós morte.
Então, nada se acabará com o fim da vida física,quando o corpo perece este é o fim de uma etapa e o início de outra. Morremos para o mundo físico e renascemos para o mundo espiritual. Assim ,o contrário acontece quando reencarnamos:”morremos”para a vida no plano etérico e nascemos para o plano físico.
Nós umbandistas, devemos nos preocupar com o que criamos na nossa vida,pois já podemos desconfiar do resultado no desencarne. A Umbanda não crê em ressureição, como não crê em um Salvador ou Messias resgatador de seu rebanho,uma vez que ela prega a transcendência que cada ser deve alcançar. Ninguém fará nada por ninguém,cada qual com seu quinhão. No entanto,a crença no reencarne é a explicação do resgate dos débitos e aprendizado constante do ser.
No dia de finados, é fundamental que o umbandista,ao realizar o culto ao Divino Orixá Pai Omulu, vibre seus pensamentos nos antepassados, seus parentes desencarnados,solicitando ao Pai Omulu que ilumine a todos ,pois se algum antepassado estiver precisando de ajuda por estar perdido nas suas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz, pode ser oportuno de acontecer este resgate, e, aquele que já esteja em situações privilegiadas, então se sentirá gratificado pelas vibrações, além de ser o momento de demonstrar gratidão aos antepassados que promoveram a sua passagem presente.
O culto ao Orixá Omulu é o momento de exaltação da Divindade e o que mesmo representa, pois como entendemos que ele é a Divindade do “fim”, logo ele não está presente apenas na tão temida morte física, gerando uma imagem temerosa em relação a esse Orixá. Sua vibração se faz presente centenas de vezes durante nossa Vida, por exemplo, o fim um relacionamento amoroso é o rompimento de cordões emocionais e o fim de um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a vibração desse Orixá para encaminhar os envolvidos em seus caminhos individuais, também posso citar a mudança de emprego, de moradia, fim de amizade, etc...
Sempre em situações, principalmente de rompimentos ou encerramentos de ciclos,é esta a vibração divina que se faz presente na Vida dos envolvidos. Mesmo ficando a cargo de cada um a colheita necessária após o desencarne, a Umbanda tem na Cerimônia Fúnebre a preocupação de garantir que o espírito desencarnado fique a cargo da Lei Divina e não tenha problemas maiores com ataques de espíritos negativos .
Existe todo um procedimento para a Cerimônia do Funeral Umbandista, que é realizado pelo Sacerdote, um ajudante e um parente antes da cerimônia social. Maiores detalhes podem ser encontrados no livro “Doutrina e Teologia de Umbanda” da Editora Madras do autor Rubens Saraceni.
Este texto foi baseado em um seminário apresentado na Universidade do Sagrado Coração de Bauru- SP. e faz parte do Curso para Médiuns deste Templo.

OFERENDAS PARA O PAI OMULU
· Toalha ou pano branco e preto sobreposto formando oito pontas ou bicos .
· Velas branca, preta e vermelha
· Fitas branca, preta e vermelha
· Linhas branca, preta e vermelha
· Pembas branca, preta e vermelha
· Flores- crisântemos branco e roxo, flores do campo, rosas branca, cipestre.
· Frutas- maracujá, ameixa preta, ingá e figo.
· Comidas- pipocas estaladas e regadas com mel, coco seco fatiado e regado com mel, batata-doce roxa cozida e regada com mel, bistecas ou fatias de carne de porco regadas com azeite de dendê.
· Bebidas- água em copos, vinho branco licoroso, licor de hortelã.
Local para oferenda- nos cemitérios
Algumas ervas da regência de Pai Omulu
· Pinhão roxo, mamona, dandá da costa, barba de velho, babosa, velâme do campo e confrei.
Obs: Para a oferenda , não é obrigatório o uso de todos os elementos; você pode escolher aqueles que desejar ou tiver condições de adquirir, o importante é o seu sentimento, aquilo que você trás no seu íntimo é na realidade o que vai ser oferecido ao Orixá. Os elementos de uma oferenda são importantes , pois serão usados pelo Orixá em seu próprio benefício mas, o que você tem em seu íntimo é o que vai determinar o resultado final da oferenda.

Benção de Pai Omulu a todos!!!!!

Aurélia. Blog: temploumbandistaestreladourada.blogspot.com/

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