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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Reencarnação na Bíblia



A reencarnação é uma Lei Natural criada por Deus, onde mostra a justiça e a bondade de Deus para com os seus filhos. Ela por ser uma Lei Natural sempre existiu por toda a eternidade.

Sem ela, fica impossível de atribuir justiça e bondade à Deus, pois é impossível um espírito chegar a perfeição moral e intelectual tendo somente uma só existência corpórea. Além do mais, somente a pluralidade das existências pode explicar as desigualdades sociais, físicas e morais existentes na nossa sociedade. Por que uns nascem com tendência ao bem e outros ao mal? Por que uns nascem sãos e outros nascem doentes? Por que uns nascem em berço rico e outros na miséria? Por uns nascem superdotados enquanto outros não? Por que uns morrem em tenra idade enquanto outros vivem quase 100 anos? Por que uns nascem no Brasil, onde não há guerras, enquanto outros nascem no Oriente Médio, alvo de constante guerras? Por que uns nascem em lares fartos de comida, enquanto outros nascem na África passando fome e inanição? Por que uns nascem numa boa família enquanto outros nascem numa mal família ou nem família tem? Enfim inumeráveis perguntas que só a reencarnação, ou seja a pluralidade das existências pode responder a todas elas de forma lógica, racional e justa.

Se teríamos uma única existência, Deus seria injusto criando Anjos que são seres perfeitos e nós ainda somos imperfeitos. Deus seria parcial e privilegiaria os Anjos, e só restaria perguntar à Deus, por que nos criou imperfeito. Ainda tem mais, Deus sendo infinita sabedoria, já saberia na criação quem poderia ser “salvo” ou não tendo uma só existência. E também poderíamos culpar Deus por termos nascidos pobres, doentes, deficientes físicos ou mentais, pois enquanto tantas outras pessoas vivem no luxo, na saúde, e têm uma vida tranqüila, nós vivemos em constante tribulação e sofrimento, e não temos outra chance, pois temos somente uma vida.

Alguns religiosos afirmam que na Bíblia está a prova que temos apenas uma existência, vejamos: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,” (Hebreus, Cap. IX, 27). Esta frase está correta, mas não quer dizer que temos como espírito apenas uma existência física, o que Paulo quis dizer é que, por exemplo, que meu espírito tenho apenas uma existência física como José Henrique, que após o morte, meu espírito retorna à pátria espiritual e depois de algum tempo vou reencarnar como homem, como mulher, aqui no Brasil ou em outro país, enfim com outra identidade física.

Devo lembrar que todo o patrimônio moral e intelectual do espírito adquirido em todas as suas existências corpóreas anteriores jamais se perdem, e que durante a encarnação o espírito passa pelo esquecimento do passado, onde tem vagas lembranças de suas vidas passadas e de suas habilidades. Esse esquecimento se restringe apenas ao estado de vigília, ou seja durante o descanso do corpo físico(sono), o espírito recobre suas faculdades morais e intelectuais, assim como também acontece após a morte física.

Há algumas pessoas que demonstram a existência desse patrimônio adquirido, ou seja, pessoas sem nunca terem estudado, conhecem determinado assunto. Algumas crianças tocam piano, pintam quadros, mostram habilidades em tenra idade. Mas em todas as crianças já podemos perceber suas tendências boas ou más, se por um acaso a criança mostrar ciúmes ou egoísmo por um objeto ou pessoa, já demonstra o defeito moral, e é de vital importância que os pais corrijam a criança nesta fase, onde o espírito está mais apto a receber novos conceitos.

Será que podemos encontrar a prova da reencarnação na Bíblia? Sem dúvida, mas devo explicar também que a palavra “ressurreição” não significa reencarnação, como pensam muitos espíritas. Eles atribuem ao fato de os religiosos antigos terem trocado o termo reencarnação por ressurreição. Quando Jesus disse que ressuscitaria três dias após a sua morte, ele não queria dizer que reencarnaria dentro de três dias. Isso se explica pelo seguinte: Jesus era espírito puro e não precisava reencarnar novamente, a não ser em outra missão. Ele também não poderia reencarnar três dias depois, pois se ele precisava ficar mais tempo entre nós, não precisaria passar pela morte física. E o que ele queria dizer na verdade é que reapareceria(ressurgiria) três dias após a sua morte, fato esse confirmado pelas escrituras, onde ele apareceu primeiramente as mulheres e em seguida aos apóstolos.

Jó afirmou que veio nu e retornaria nu à pátria espiritual: "Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.” (Jó , Cap. I, 20-21)

“Tu nem as ouviste, nem as conheceste, nem tampouco há muito foi aberto o teu ouvido; porque eu sabia que procedeste muito perfidamente, e que eras chamado transgressor desde o ventre.” (Isaías, Cap. 48, 8) Ora, como pode um pessoa já ser transgressora, ou seja ter pecados antes do nascimento? Somente a reencarnação pode explicar este fato.

Além disso Jesus disse claramente que para chegarmos ao Reino de Deus precisaríamos nascer de novo, e renascermos do espírito, vejamos: “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus: Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?” (João, Cap. III, 3-12)

Uma prova clara da reencarnação podemos encontrar entre as semelhanças de Elias e João Batista. O próprio Jesus afirmou aos discípulos, que João Batista era o Elias. Vários fatores nos levam a crer nisso, temos então:

1) Tipo de roupa igual:
João Batista: “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Usava João vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre.” (Mateus, Cap. III, 1-4) (Marcos, Cap. I, 2-6)
Elias: “Ele lhes perguntou: Qual era a aparência do homem que vos veio ao encontro e vos falou tais palavras? Eles lhe responderam: Era homem vestido de pêlos, com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tesbita.” (II Reis, Cap. I, 7-8)

2) Profecias no Velho Testamento afirmando da vinda de um profeta antes de Jesus:
“Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Malaquias, Cap. III, 1)
“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.” (Malaquias, Cap. IV, 5-6)
Malaquias, afirmou claramente que Elias viria antes do “Dia do SENHOR”, ou seja de Jesus, e o que João Batista fez ao batizar as pessoas, era pregar o arrependimento. E com isso preparava o caminho para Jesus dar continuidade a esse trabalho.

3) Lei de causa e efeito:
Elias, decepava as cabeças dos profetas de sua época à espada, conforme está nas escrituras: “Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada.” (1 Reis, Cap. XIX, 1)
Conhecemos a lei de causa e efeito, e que ninguém é imune à ela, João Batista que era a reencarnação de Elias não poderia escapar desta lei, acabou morrendo decapitado, para que se cumprisse à Lei, vejamos:
“Por aquele tempo, ouviu o tetrarca Herodes a fama de Jesus e disse aos que o serviam: Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e, por isso, nele operam forças miraculosas. Porque Herodes, havendo prendido e atado a João, o metera no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão; pois João lhe dizia: Não te é lícito possuí-la. E, querendo matá-lo, temia o povo, porque o tinham como profeta. Ora, tendo chegado o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante de todos e agradou a Herodes. Pelo que prometeu, com juramento, dar-lhe o que pedisse. Então, ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, aqui, num prato, a cabeça de João Batista. Entristeceu-se o rei, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, determinou que lha dessem; e deu ordens e decapitou a João no cárcere. Foi trazida a cabeça num prato e dada à jovem, que a levou a sua mãe.” (Mateus, Cap. XIV, 1-11) (Marcos, Cap. VI, 24-28)

Note também a expressão: “Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos.” Aqui não quer dizer que ele reencarnou dos mortos e sim reapareceu(ressurgiu) dos mortos. Prova mais do que evidente que nós podemos ressurgir dos mortos.

4) Esquecimento do passado:
Alguns religiosos usam o versículo abaixo para provar que João Batista não era Elias. Mas a Doutrina Espírita explica o porque da afirmação de João Batista, vejamos o texto: “Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo? Então, ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” (João, Cap. I, 21-23)
Ora, quando estamos reencarnados, não lembramos de nossas vidas passadas, se nos perguntarem se somos Maria ou João, com certeza diremos: “Não somos”. Pois Deus nos deu o esquecimento do passado para preservarmos do sofrimento das faltas passadas que cometemos e também para termos mérito não boas obras futuras, que se soubéssemos o que precisaríamos fazer para progredir, faríamos por interesse pessoal e não por livre e espontânea vontade. Mas, apesar do esquecimento do passado, João Batista e também qualquer um de nós, pode ter vagas lembranças de alguns fatos do passado e de nossas missões neste mundo. João afirmou que prepararia o caminho para o Messias e que pregava o arrependimento.

5) Afirmativa de João Batista dizendo ser o precursor de Jesus:
Conforme está no item 2 deste estudo, onde Malaquias afirma que enviaria Elias antes do Cristo, o próprio João Batista se considerava precursor do Messias, vejamos: “E foram ter com João e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro. Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor.” (João, Cap,. III, 26-28)

6) Jesus afirma que João Batista era Elias:
“Mas os discípulos o interrogaram: Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Então, Jesus respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles. Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.” (Mateus, Cap. XVII, 10-13)

“Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Sim, que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas assistem nos palácios reais. Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta. Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele. Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele. Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Mateus Cap. XI, 7-15) (Marcos, Cap. IX, 11-13)

Prova mais evidente que essas duas afirmações de Jesus é impossível. Jesus, sendo um espírito puro poderia saber da existência anterior de João Batista e disse claramente que as pessoas fizeram o que queriam com Elias mas que não o reconheceram, e também não poderiam pois Elias estava na forma do corpo de João Batista.

Ao final deste estudo, não consigo ainda imaginar quem ainda não consegue compreender a realidade da reencarnação, sejam pelos fatos lógicos que ela encerra, seja pelas próprias escrituras que a confirmam. Basta analisarmos racionalmente nossas tendências boas ou más para termos uma idéia de quem somos. Ainda podemos ver em que áreas temos facilidade de aprendizado, confirmando que já conhecíamos o assunto.

E ainda hoje, somente não acreditarão aqueles que ainda se encontram em ignorância espiritual ou aqueles que não aceitam a tese da reencarnação por interesse pessoal ou religioso. Termino com as palavras de Jesus que soam alto aos nossos corações e que provam a existência da reencarnação:

“E, se o quereis reconhecer, ele (João Batista) mesmo é Elias, que estava para vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Por José Henrique Baldin

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Nós e a Parábola do Semeador



A vivência cristã tem suas raízes mais profundas na Parábola do Semeador, conhecida como a “parábola das parábolas”. É claro que em todas elas encontramos os elementos das nossas aulas e motivos para a reforma íntima, mas estamos nos referindo ao campo mais amplo do qual ela fala, que é o trabalho cristão, fruto da harmonia entre o mundo íntimo e o mundo exterior, ou ainda da nossa relação de amor incondicional com mundo íntimo dos nossos semelhantes. Nessa parábola podemos compreender a verdadeira dimensão da Doutrina Espírita porque ela mostra as fases ou graus de aprendizagem que os adeptos percorrem até atingirem a condição de Espírita, que não é um “título” nem muito menos o simples reconhecimento formal dado pelos centros espíritas, através de livros, cursos e preleções; estes são apenas meios e não fins.
Tanto na interpretação simplificada de Cairbar Schutel quanto na interpretação sofisticada de Huberto Rohden identificamos os três terrenos humanos que impedem que a semente frutifique. É, portanto, a parábola que trata exclusivamente da nossa responsabilidade individual, no que diz respeito a nossa “salvação” ou “perdição”. Nos esclarece Rohden:
“A parábola do Semeador trata não da agronomia física, mas da agronomia metafísica, trata do terreno imprevisível do livre-arbítrio humano, onde nenhum semeador, nem mesmo o próprio Cristo, pode saber do resultado da sua semeadura. Se assim fosse, por que teria Jesus escolhido Judas Isacriotes para seu apóstolo, sabendo da sua esterilidade espiritual?”
Para Cairbar Schutel a parábola do Semeador sintetiza os caracteres predominantes em todas as almas, ao mesmo tempo que nos ensina a distingui-las pela boa vontade com que recebem as novas espirituais:
O Semeador: É Jesus e seus seguidores; os que falam em seu nome, e pregam a Palavra de Deus com a autoridade da moral que o Cristo ensinou. Na Escola de Aprendizes é todo o grupo: o Dirigente e o Expositor e também os alunos, pois todos nós, de certa forma, conhecendo a semente, passamos também a semear, com bons ou maus exemplos.
“Nem todos os pregoeiros da Palavra a apregoam tal como ela é, em sua simplicidade e despida de formas enganosas. Uns revestem-nas de tantos mistérios, de tantos dogmas, de tanta retórica; ornamentam-nas com tantas flores que, embora a “palavra permaneça”, fica obscurecida, enclausurada na forma, sem que se lhe possa ver o fundo, a essência! Muitos pregam por interesse, como “o mercenário que semeia”; outros por vanglória, e, grande parte, por egoísmo. Nestes casos não dissipam as trevas, mas aumentam-nas; não abrandam os corações, mas endurece-os; não anunciam a Palavra, mas dela fazem um instrumento para receber ouro e glórias.”
A Semente: é a palavra de Deus, os ensinamentos sobre as Leis Universais.
“A semente é uma só, é sempre a mesma que tem sido apregoada em toda parte, desde que o homem se achou em condições de recebê-la. E se ela não atua com a mesma eficácia em todos, deriva esse fato da variedade e das desigualdades de Espíritos que existem na Terra; uns mais adiantados, outros mais atrasados; uns propensos ao bem, à caridade, à liberalidade, à fraternidade; outros propensos ao mal, ao egoísmo, ao orgulho, apegados aos bens terrenos, às diversões passageiras.”
Na vivência social cristã e no centro espírita é a proposta de Reforma Íntima, através das oportunidades de trabalho. Para pregar (difundir) e ouvir (vivenciar) a Palavra, é preciso que não a rebaixemos, mas a coloquemos acima de nós mesmos; porque aquele que despreza a Palavra, anunciando-a ou ouvindo-a, despreza o seu Instituidor, e, como disse Ele: “Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a Palavra que falei, esta o julgará no último dia.”
Caiu à beira do Caminho: “É quando por nós passam todas as idéias grandiosas como gentes nas estradas, sem gravarem nenhumas delas.”
Na Escola é a condição de Aprendizes, uma grande maioria que recebe os ensinamentos, que estão sendo chamados, porém ainda não podem ser escolhidos porque estão “sonolentos”, como crianças, muito influenciados pelo mundo exterior.
Caiu sobre a Pedra: é quando estamos com o coração endurecido, “como pedras impenetráveis às novas idéias, aos conhecimentos liberais”, isto é, abertos para conhecer às novas experiências, que podem quebrar a nossa rotina e o sentido medíocre das nossas vidas; recebemos a proposta de mudança, mas não permitimos que se opere a modificação em nosso íntimo; racionalizamos tudo, ligamos nossas defesas e nos tornamos refratários.
Na Escola de Aprendizes e no campo de trabalho que abraçamos é a condição em que se encontra os Servidores. Aceitamos os ensinamentos e as tarefas com parcialidade e condicionamentos, isto é, escolhemos somente aquilo que nos convém. Disso resultam os melindres, as decepções, as divergências pessoais com os companheiros e finalmente o desejo de desistência.
Caiu no meio dos Espinhos: É quando permanecemos invigilantes e permitimos que os espinhos (as nossas imperfeições e a dos outros) sufoquem o crescimento de todas as verdades que estamos aprendendo, “como essas plantas espinhosas que estiolam e matam os vegetais que tentam crescer nas suas proximidades.”
Na vivência social é o tempo no qual sofremos todos os tipos de testes para avaliarmos se, realmente, estamos dispostos a ser o “sal da terra” e a “luz do mundo”. Pequenas provas ainda são para nós mostras dos grandes espinhos e obstáculos que teremos que remover durante a vida atual e as vidas futuras.
Caiu na Boa Terra: é quando conservamos a boa vontade, no mantemos abertos; isso nos dá coragem e disposição para remover todos os obstáculos que aparecem; a boa vontade elimina o medo e afasta o sentimentos defensivos e a reações instintivas. Isso nos torna mais humildes porque não temos pena de nós mesmos, porque não nos fazemos de vítimas; a boa vontade mantém acordada a nossa consciência e , por isso, vigilantes, podemos distinguir em nós o que é tentação e o que é má inclinação . A oração e o auxílio, por nós e pelos outros é uma demonstração de boa vontade. A Boa Terra é o mundo, é discipulado de Jesus.



Anexo:
“Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus em parábola:“Saiu um Semeador para semear a sua semente. E quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do Céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e tendo crescido, secou, porque não havia umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e com ela cresceram os espinhos, e sufocaram-na. E outra caiu na boa terra, e, tendo crescido, deu fruto a cento por um.” Dizendo isto clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Os seus discípulos perguntaram-lhe o que significava esta parábola. Respondeu-lhes Jesus: A vós é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala em parábolas, para que vendo não vejam; e ouvindo não entendam.
A semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são os que têm ouvido; então vem o diabo e tira a Palavra, para que não suceda que , crendo, sejam salvos. Os que estão sobre a pedra são os que, depois de ouvirem, recebem a palavra com gozo; estes não têm raiz e crêem por algum tempo, mas na hora da provação voltam atrás. A parte que caiu entre os espinhos, estes são os que ouviram, e, indo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e deleites da vida e o seu fruto não amadurece. E a que caiu na boa terra, estes são os que, tendo ouvido a palavra com coração reto e bom, a retêm e dão frutos com perseverança.” (Marcos, IV, 1-9)

Por *Dalmo Duque dos Santos

*Dalmo Duque dos Santos nasceu em 23 de agosto 1961, paulista de Porto Tibiriçá (atual Presidente Epitácio). Iniciou seus estudos superiores na Universidade Católica de Santos, em 1984, e bacharelou-se em História na PUC de São Paulo, em 1990. Graduou-se também em Pedagogia, em 1993, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Presidente Venceslau. Pós-graduou-se em 2002 como Mestre em Comunicação, pela Universidade Paulista- UNIP. É professor universitário, trabalhou como educador e gestor em escolas particulares e públicas; foi jornalista, editor e redator publicitário.Na área literária criou e adaptou a coleção de bolso “Allan Kardec Dia- a- Dia” – uma combinação de textos do Evangelho com o Livros dos Espíritos e escreveu os ensaios “A Inteligência Espiritual” , sobre a revolução pedagógica das Escolas de Aprendizes do Evangelho (inserido na introdução deste livro) e “Você em Busca de Você Mesmo”, sobre a crise e as transformações do ser humano neste início do 3º milênio. É também autor de uma nova história do Espiritismo como o título de “ O Demolidor de Dogmas – Allan Kardec e a Reconstrução da Fé no Ocidente”.

Parábola do Semeador


   
Um semeador, como fazia todos os dias, saiu de casa e se dirigiu ao seu campo para nele semear os grãos de trigo que possuía, honrando a Deus com seu trabalho honesto.

Começou a semeadura. Enquanto lançava as sementes ao campo, algumas caíram no caminho, na pequena estrada que ficava no meio da seara. Você sabe que os passarinhos costumam acompanhar os semeadores ao campo, para comer as sementes que caem ao chão? Pois, isso aconteceu em nossa história. Alguns grãos caíram à beira da estrada, e os passarinhos, rápidos, desceram e os comeram.

O semeador, porém, continuou semeando. Outras sementes caíram num lugar pedregoso. Havia ali muitas pedras e pouca terra. As sementes nasceram logo naquele solo, que não era profundo. O trigo cresceu depressa, mas, vindo o sol forte, foi queimado; e como suas raízes não cresceram por causa das pedras, murchou e morreu.

Outros grãos caíram num pedaço do campo onde havia muitos espinheiros. Quando o trigo cresceu, foi sufocado pelos espinhos e também morreu.

Uma última parte das sementes caiu numa terra boa e preparada, longe dos pedregulhos e das sarças. E o trigo ali semeado deu uma colheita farta. Cada grão produziu outros cem, outros sessenta outros trinta...

O próprio Jesus explicou a Seus discípulos a Parábola do Semeador.

As nossas almas, filhinho, são comparáveis aos quatro terrenos da história: "o terreno do caminho", "o solo cheio de pedras", "a terra cheia de espinheiros" e "o terreno lavrado e bom".

Jesus é o Divino Semeador. A semente é a Sua Palavra de bondade e de sabedoria. E os diversos terrenos são os nossos corações, os nossos espíritos, onde Ele semeia Seus ensinamentos, cheio de bondade para conosco.

E como procedemos para com Jesus? Como respondemos à Sua bondade? O modo como damos resposta ao amor cuidadoso do Divino Mestre é que nos classifica espiritualmente, isto é, mostra que espécie de terreno existe em nossa alma. Cada coração humano é uma espécie de terra, um dos quatro solos da parábola.

Vejamos, então, filhinho:

Quando alguém ouve a palavra do Evangelho e não procura compreendê-la, nem lhe dá valor, aparecem as forças do mal (os Espíritos maldosos, desencarnados ou encarnados) e arrebatam o que foi semeado no seu coração, tais como os passarinhos comeram as sementes... E sabe de que modo? Fazendo com que a alma esqueça o que ouviu, dando outros pensamentos à pessoa, fazendo com que ela se desinteresse das coisas espirituais. E a alma fica indiferente aos ensinamentos divinos. O coração dessa pessoa é semelhante ao "terreno do caminho", onde a semente não chegou a penetrar. Um exemplo desse terreno é a criança que não presta atenção às aulas de Evangelho, ficando distraída durante as explicações. Ou ainda, a criança que não gosta de ler os livrinhos que ensinam o caminho de Jesus...

E o segundo terreno, o pedregoso?

Esse terreno é a imagem da pessoa que recebe os ensinos de Jesus com muita alegria. São exemplos as pessoas entusiasmadas com o serviço cristão, ou as crianças animadas nas escolas de Evangelho, mas cuja animação dura pouco. Quando surgem as zombarias, as perseguições ou os sofrimentos, a alma, que é inconstante, abandona o caminho do Evangelho. Um exemplo para você, filhinho: uma criança está freqüentando as aulas de Moral Cristã numa Escola Espírita. Está aprendendo os mandamentos Divinos, os ensinos de Cristo, o caminho do bem, da pureza, da honestidade. Está muito contente com o que está estudando. Sente-se animada e feliz. Um dia, aparece um colega do colégio ou da vizinhança, dizendo que o "Espiritismo é obra do demônio", que "os que freqüentam aulas de Evangelho nas escolas Espíritas ficam loucos e vão para o inferno". E zombam dele sempre que o encontra e lhe põe apelidos humilhantes. O nosso amiguinho não tem ainda firmeza de fé. Tem medo das zombarias dos colegas e dos vizinhos, que dizem que "somente sua religião é verdadeira" e lhe mandam "receber espíritos na rua . Amedrontado pela perseguição e pelos motejos, o nosso irmãozinho deixa a Escola de Evangelho, onde estava começando a compreender a beleza do ensino de Jesus e as bênçãos do Espiritismo Cristão. Esse menino tinha o coração semelhante ao "terreno cheio de pedras", onde a planta da verdade não pôde crescer e frutificar.

O terceiro solo é a "terra cheia de espinheiros". É o caso das pessoas que recebem a palavra do Evangelho, mas, depois abandonam o caminho cristão por causa das grandezas falsas do mundo e da sedução das riquezas. Ouviram o Evangelho, mas se interessaram mais pelos negócios, pelos lucros, pelas vaidades da vida, pelo cuidado exclusivo das coisas da terra. Há também, no mundo das crianças, exemplos desse terreno. São as crianças que conheceram, às vezes desde pequeninas, os ensinos de Jesus, mas, depois de crescidas, preferiram os maus companheiros, as crianças sem Deus, e passaram a interessar-se somente pelos problemas de dinheiro ou de moda, pelos ídolos do cinema ou do futebol. Não querem mais nem Jesus, nem lições de Evangelho. Só pensam em automóveis de luxo, sonham com caminhões, imaginam-se ricos "quando crescerem"... A princípio, sabiam repartir com os pobres o seu dinheirinho, porém, agora só pensam em juntá-lo: a caridade morreu nos seus corações. O mundo, com suas riquezas falsas (que terminam com a morte), seduziu suas almas e sufocou a plantinha de Deus em seus espíritos. Trocaram Jesus pelos sonhos e ambições de carros de luxo, de figurinos, de roupas elegantes, de campos de esporte, de concursos de beleza, de grandezas sociais... A plantinha de Deus foi sufocada pelos espinhos do egoísmo e das ilusões da vida material. E morreu...

O quarto terreno, "a terra lavrada e boa", é o símbolo do coração que escuta o Evangelho, procurando compreendê-lo e praticá-lo na vida. É a alma que estuda a palavra do Senhor, percebendo que está neste mundo para aprender a Verdade e o Bem. E, assim, dá frutos de bondade e eleva-se para Deus. Abandona seus vícios e maus hábitos, dedicando-se à prática das virtudes, guardando a fé no coração, socorrendo carinhosamente os necessitados e sofredores e buscando os conselhos de Deus no Evangelho de Cristo.

O coração de uma criança verdadeiramente cristã é o bom terreno da parábola: cada semente de Jesus se transforma em trinta, sessenta ou cem bênçãos de bondade, de fé e de auxílio ao próximo. O coração dessa criança deseja conhecer sempre mais e melhor os ensinos cristãos. E se esforça sinceramente para fazer a Vontade Divina: amar e perdoar, crer e ajudar, aprender e servir.

Filhinho, aí está a Parábola do Semeador. Medite nela. Que você, guardando a humildade de coração, se esforce para ser, se ainda não o é, o bom terreno, que recebe os grãos de luz do Divino Semeador e dá muitos frutos de sabedoria e bondade.

Tavares, Clóvis. Da obra: Histórias que Jesus Contou. 15 edição. Parábola do Semeador: Mateus, 13:1-9, 18-23. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fim de Ciclo



Convém prestar atenção a estas profecias do próprio Jesus, porque há dois mil anos, Ele já sabia o que estava prá acontecer até o final desse ciclo.

"Tendo saído Jesus do templo, ia-se retirando, e se chagaram a Ele seus discípulos, para lhe mostrarem os edifícios do templo. Mas Jesus lhes falou: Estás vendo isto? Em verdade lhes digo, que não ficará aqui, pedra sobre pedra que não seja derrubada. Estando Ele sentado no Monte das Oliveiras, vieram seus Apóstolos em particular lhe pedindo: Jesus Senhor, declara-nos quando acontecerão estas coisas, qual o sinal de sua volta e do fim do mundo? Jesus respondeu: Vede, que ninguém vos engane, pois muitos virão em meu nome e dirão: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. Ouvireis falar em guerras, rumores de guerras, olhai não vos assustei, é necessário que isso aconteça mas ainda não é o fim. Pois levantará nação contra nação, reino contra reino, haverá fome, inundações, terremotos, catástrofes em diversos lugares; mas tudo isso ainda é o princípio das dores. Sereis entregues a tribulação, sereis odiados por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, se trairão uns aos outros, uns aos outros se odiarão e hão de se levantar falsos profetas, enganarão a muitos, e por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo. Meu Evangelho será pregado por todo o mundo, em testemunho a todos os povos e nações, só então verá o fim" - (Mateus: 24 - 1 a 14).

Eu já expliquei aqui muitas vezes, que sem a reencarnação eu seria um ateu anarquista, se não houvesse a Lei da Reencarnação, Deus seria monstruosamente mau, Jesus seria um imbecil, então eu seria um comunista, assassino, salteador, seria tudo que um homem pode ser quando quer fazer o mal. Mas quando a gente realmente conhece a verdade, e se certifica da existência de uma Lei Divina, chamada Reencarnação, então muda de pensar, muda completamente de pensar.

Assim como há o carma individual, há o carma nacional, ou estadual, ou municipal, há o carma de um cidadão e do conjunto de cidadãos de uma comunidade. Se nós não sabemos o que está atrás de tudo isso, então são injustiças pavorosas que desmentem a justiça de Deus. Entretanto, não há uma só injustiça, ninguém paga sem dever. A cada um se dá segundo as suas obras, dentro da grande Lei que é anterior ao próprio homem. Portanto, é anterior a sociedade humana, é anterior a todas as igrejas que se digam cristãs ou não cristãs. Ora, a maior potência espiritual desse planeta Terra é Jesus, eu considero o Deus com "d" pequeno do planeta Terra; porque cada planeta tem seu Deus com "d" pequeno. Jesus evoluiu em outros mundos, até a categoria de Cristo Planetário. Deus lhe deu esse poder não por pistolão, por protecionismo, mas por merecimento, Jesus a conquistou pelo seu próprio merecimento.

Cada planeta tem seu Cristo. Justamente neste sistema solar, a comunidade dos Cristos se reúne quando é necessário que haja uma reunião. Nós já vimos aqui, que houve duas importantíssimas, a primeira quando Deus ordenou que se fundasse esse planeta Terra, a segunda quando Jesus preparava o caminho para descer pessoalmente ao plano das formas, e a terceira agora, para a grande transferência, a grande promoção, porque a terra vai passar, alijando do seu bojo, todos os espíritos involuídos, malvados, desgraçados, por isso mesmo estão na terra, mas serão expulsos da Terra no final do milênio.

Jesus dá apenas, aqui, os sinais que precedem a sua volta, sua segunda vinda, porque desta vez, Jesus volta e não é prá ser crucificado não. Desta vez, como diz o Apocalípse, todos os olhos o verão; mas principalmente os olhos daqueles que o crucificaram, ou como está no original, daqueles que o trespassaram. Eu não queria estar no lugar dos trespassadores, nenhum de nós queria estar nesse lugar. Porque a nossa glória maior no fim desse ciclo é poder receber Jesus de volta e não baixar os olhos, mas tudo explicado à luz da grande Lei Universal chamada reencarnação. Porque mais adiante, neste mesmo capítulo, depois de dar outros sinais, inclusive a abominação do lugar santo, a desolação da abominação do lugar santo, isto é, a deturpação do Evangelho nas igrejas, que deviam ser lugar santo e não são. Depois de todos esses sinais, Jesus diz: "Em verdade vos digo, que essa geração não sairá do mundo sem que tudo isso aconteça". Muita gente, estudando esta profecia do próprio Cristo, pensa que Ele se referia a essa destruição, mas Jesus falava uma linguagem dupla, por que? Porque a evolução humana se opera de duas formas, em pequenos ciclos, dentro de um grande ciclo de dois mil anos. Daí se dizer com certeza, com procedência, que a história se repete. De fato, ela se repete, mas quando chega o final do ciclo, os pequenos ciclos se extinguem, cumpriram sua missão.

Não é por acaso que muitos estão morrendo, não é por acaso que a produção se estiola, se destrói. Porque o fogo, a água, a geada, como os micróbios, os protozoários, os infusórios, os seres infinitesimais, todos os elementos da natureza tem seus guias espirituais, a maioria não sabia disto. Como o mar também tem suas entidades, que regulam a vida das ondas. Há espíritos guias em todos os setores da natureza e esses espíritos são evoluidíssimos. Quando um povo tem conhecimento para pedir o apoio desses guias, eles evitam qualquer incêndio, qualquer inundação, qualquer catástrofe. Mas, é preciso que o povo errante, que os administradores, não preguem a linguagem do ódio, não transgridam as Leis Divinas, porque do contrário não tem o apoio das entidades que regem a vida do planeta material.

Agora vem uma ciência materialista, e diz: "O câncer não tem cura", eu protesto e digo, tem cura sim senhor! A lepra também tem, porque há o câncer moral ou espiritual, há a lepra moral ou espiritual. Curando essa lepra no espírito, cura esse cancro no corpo. Eu aconselho a todos os doentes, que na hora da dor, invés de pensar primeiro no médico, que geralmente não sabe nada, ou pensa que sabe (o médico, coitado, joga sempre por aproximação, como quem joga no bicho, por palpite, ele nunca sabe direito o que é, ele joga a cartada às vezes com uma certeza formidável, para impressionar o doente), em primeiro lugar, pensar em Jesus, que é o médico infalível, e não cobra dinheiro, é infalível e não cobra dinheiro. Depois, pensar nos homens que deixaram esse plano terreno, quando não eram mais necessário encarnar no corpo físico e receberam missões, como por exemplo, regular a vida dos germes, dos micróbios, dos vírus, que produzem as doenças. Se houver fé dentro desse merecimento que nós ensinamos, até o câncer pode ser derrotado no organismo humano, até a lepra pode ser banida do corpo físico. Mas se houver fé como diz Jesus, se não duvidardes em vosso coração.

O que falta no Brasil é essa consciência de humildade, de proclamar que homem nenhum faz coisa alguma, que sem Jesus ninguém pode resolver nada. Só Jesus pode salvar o Brasil. Porque de fato, tudo isso que Jesus previu está acontecendo, só cego não vê, só surdo não ouve. Que veja quem tem olhos de ver, que ouça quem tem ouvidos de ouvir, porque quem perseverar até o fim, será salvo. E assim salvaremos o Brasil, somente com Jesus.

Por: Alziro Zarur
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