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Amigos da Umbanda!!! Saravá aos Pretos Velhos e Pretas Velhas!!!!!!!

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Transição Planetária: A Caridade e a Salvação


Estamos vivendo atualmente, como já exposto em diversos textos aqui do blog, o período conhecido como Transição Planetária, onde a Terra deixará de ser mundo expiatório, onde encarnam espíritos em expiação e provação de atitudes anti-fraternas cometidas durante várias encarnações, e passará a ser um mundo regenerador aonde venham a reencarnar somente espíritos com pelo menos o desejo sincero de tentar colocar em prática o evangelho de amor, lei áurea de todas as religiões do planeta.

A Transição Planetária é acompanhada pelo exílio planetário, onde uma parcela grande da população de espíritos do planeta Terra, que ainda insiste em praticar atitudes anti-fraternas, ainda muita presa ao materialismo, ao desejo de poder e dominação do seu semelhante e, sobretudo, sem o menor interesse em buscar uma reforma moral e íntima de atitudes, será apartada do planeta e reiniciará o seu ciclo evolutivo em mundos compatíveis com o estágio expiatório, que esses espíritos exilados insistiram em permanecer sintonizados vibratoriamente, muitas vezes a vários e vários milênios e já tendo passado por outros exílios semelhantes nos últimos milênios.

Em virtude desse perfil psicológico dos futuros exilados, que abrange cerca de 2 terços de toda a população de espíritos encarnados e desencarnados da Terra, a Alta Espiritualidade buscou e busca métodos para tentar despertar, mesmo que na última oportunidade (encarnação) antes do ápice dos eventos do exílio planetário (já programado desde o VT com Daniel para o ano de 2036) os espíritos recalcitrantes nos mesmos erros milenares, mas que demonstram ainda alguma chance de escolherem praticar o caminho do amor e da melhoria moral.
Entre esses métodos, a Alta Espiritualidade escolheu as profecias. Da mesma forma que a maioria das pessoas só desperta para a reflexão dos próprios erros, dos próprios vícios morais através da lei retificadora do karma, igualmente muitas pessoas passam a questionar o rumo da sua atual existência quando observam intensas mudanças em todo o planeta, com profecias se cumprindo e profecias prevendo uma gama ainda maior de mudanças. Não apenas as tragédias da natureza em escala global que estão ocorrendo de forma acentuada, como a previsão de futuros eventos ainda mais devastadores, têm o mesmo efeito da própria tragédia em si: causar reflexão na humanidade, sobre o futuro que se aproxima. Espíritos de elevada moral e com grande mediunidade foram os profetas que deixaram em relatos as visões obtidas nos arquivos do invisível, o Akasha, em diversas religiões, em diversas partes do mundo, como um alerta para impulsionar a humanidade nos tempos finais que precedessem o ápice do exílio, a repensar o rumo de suas vidas, impactadas pela gama de eventos devastadores e pelo cumprimento das próprias profecias em si, testificando que muitas outras ainda viriam e virão a se cumprir.

Da mesma forma que uma doença não visa punir aquele que colhe os sofrimentos que plantou a outrem no passado, as catástrofes ocorridas e anunciadas nas profecias não visam causar desespero ou histeria, mas sim a reflexão mediante o intenso impacto psicológico, quando o espírito é motivado a buscar a ajuda e os esclarecimentos para aliviar a sua dor, num caminho inevitável, onde mais cedo ou mais tarde, é levado à reforma moral de atitudes.

Esse esclarecimento passa inevitavelmente pelo entendimento da lei do karma, da lei da reencarnação, mas sobretudo o entendimento da CARIDADE.

Temos então duas questões importantes para reflexão: o que é a caridade e o que é a salvação?

A salvação: tema muito debatido entre católicos, espíritas e protestantes, presume a existência de um perigo, visto que se é necessária uma salvação é necessário se salvar de algo, no caso algo doloroso, perigoso. Esse “algo” é justamente o exílio planetário. Jesus usou de uma linguagem figurada pra descrever o lugar onde os “condenados” ou "ímpios" que não fossem salvos teriam que ir: “um lugar de dor e ranger de dentes, um fogo eterno”. Ora, a própria Bíblia é clara em definir “fogo” como “provação”, quando diz em Marcos que “todo homem será salgado no fogo da provação”(Marcos 9:49) ou em Pedro: “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária”. (1Pedro 4:12). O “fogo eterno” descrito por Jesus é justamente as provações sem fim pelas quais os exilados terão que passar, pois enquanto permaneceram na condição de espíritos atrasados e recalcitrantes, se recusando a investir na reforma moral, ficarão eternamente vivendo as provações características dos mundos expiatórios.

Então qual seria o caminho para a salvação? Novamente a Bíblia explica. E dito na Bíblia: “Quem crer e for batizado, será salvo” (Marcos 16:16). Temos aqui dois pontos interessantes: crer em Jesus pressupõe que eu terei de praticar seus dois maiores ensinamentos para assim demonstrar crença, pois Jesus foi claro ao dizer:

"Mestre, qual o mandamento maior da lei?" - Jesus respondeu: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos."(Mateus 22:34-40)

O Mestre disse: terá que amar a Deus e ao próximo, ou seja, pra crer nele o mínimo que se deve fazer é se esforçar para praticar esses ensinamentos que resumem a lei de amor trazida por Jesus.

E o que significa “ser batizado”? Para muitas religiões o referido versículo fala do batismo das águas, mas aqui não é dito qual batismo de forma específica, sendo que na Bíblia temos 3 batismos: o do arrependimento (nas águas), o do fogo (as provações) e o do Espírito Santo (dar os frutos do Espírito). Ou seja, fica claro que o batismo da salvação não é apenas o do arrependimento mas também o do Espírito Santo:

"o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade brandura, temperança. Pois OS QUE SÃO DE JESUS CRISTO crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito" (Gálatas 5: 22-25)

Inclusive a própria Bíblia deixa claro que o batismo do Espírito Santo vem depois do batismo do arrependimento nas águas:

“porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias”. (Atos dos Apóstolos 1:5)

“Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé? Responderam-lhe: Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo! Então em que batismo fostes batizados? perguntou Paulo. Disseram: No batismo de João. Paulo então replicou: João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus” ( Atos dos Apóstolos 19:2-4)

Fica claro o caminho tríplice do batismo: a provação, o arrependimento e os frutos do Espírito, ou seja, a prática dos ensinamentos sintetizados nas duas leis trazidas por Jesus. E qual palavra melhor sintetiza o ato de amar, o amarás teu próximo como a ti mesmo? Essa palavra que no grego aparece como “amor ágape” foi traduzida pelas versões bíblicas mais fiéis, como a Bíblia de Jerusalém como CARIDADE.

“Ora, o fim (objetivo) do mandamento é a caridade” (1Timóteo 1:5)

“Estar circuncidado ou incircunciso de nada vale em Cristo Jesus, mas sim a fé que opera pela caridade.” (Gálatas 5:6)

“A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei”. (Romanos 13:10)

“Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados”. (1Pedro 4:8)

"Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade." (I Cor 13:13)

Fica evidente que a salvação do exílio e o direito a herdar o reino de Deus na Terra após o exílio planetário será para os que buscarem praticar o amor ao próximo, ação (obra) que se resume na palavra caridade. Mas como exercer a caridade? A caridade, o ato de amar ao próximo engloba uma série de atitudes: a paciência, a humildade, a fraternidade, a misericórdia, a brandura entre tantas outras atitudes que muitas vezes negligenciamos ao longo do dia. O exercício da caridade é uma mudança de hábitos, um treino gradual, um esforço diário para buscar que aquela determinada atitude floresça dentro de nós e assim a atitude antiga, contrária a atitude caridosa, vá gradativamente desaparecendo. É um exercício acima de tudo de vigilância, daí a importância do orar e vigiar ensinado por Jesus, pois a oração é o mecanismo pelo qual estabelecemos a sintonia com a essência divina, essência essa presente em cada um de nós, a voz da consciência que nos impulsiona para o caminho da boa obra.

Desde quando acordamos, assim como fazemos o café da manhã alimentando o corpo físico , é importante fazer a conexão com a essência divina através da prece e da oração, alimentando a alma com boas vibrações, pois como diz a Bíblia “cada um de nós é templo de Deus e seu Espírito habita em cada um de nós”. Esse esforço de orar e vigiar, estabelecendo sintonia com Deus através da essência divina que habita em cada um de nós, é inclusive um ato de caridade com nós mesmos, pois vai evitar que cultivemos dívidas kármicas que inevitavelmente teríamos que colher em virtude de um ato contrário ao caminho da caridade.

A mudança de hábitos negativos para que se estabeleça o caminho da caridade, o esforço diário na melhoria das atitudes é exatamente a reforma moral, a reforma íntima.

Tantos os eventos espantosos que temos presenciado na atual transição planetária como as profecias que apontam para mais eventos dessa ordem nada mais são do que mecanismos motivadores, de grande impacto psicológico, que visam impulsionar a reflexão da população mundial para novos e melhores hábitos, motivando um ser humano mais fraterno na prática da caridade. É o esforço na prática da caridade que salvará um terço dos espíritos que vivem na Terra (encarnados e desencarnados), fazendo com que esses espíritos herdem o reino de Deus, simbolizado na figura da “Nova Jerusalém”

João descreve no Apocalipse o Reino de Deus como a Nova Jerusalém que desce dos céus, o que nada mais é do que uma alegoria para explicar o início da era de Regeneração após o exílio planetário (Ápice da Tribulação).

“Eu vi um novo céu e uma nova terra. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém que de Deus descia do céu. Nela não entrará quem pratique abominações e mentiras” (Apocalipse 21:1,2,27)

As abominações aqui descritas nada mais são do que as obras (ações) da carne (materialismo) assim relatadas por Paulo em Gálatas:

"Ora, as obras da carne são estas: fornicação,  libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ódio, ambição, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!" (Gálatas 5:19-21)

“Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado” (1 Timóteo 6:10-12)

Fonte: http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/

sábado, 10 de dezembro de 2011

Caridade


Caridade é, sobretudo, amizade.
*
Para o faminto - é o prato de sopa.
*
Para o triste - é a palavra consoladora.
*
Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo
*
Para o desesperado - é o auxílio do coração.
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Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
*
Para o ingrato - é o esquecimento.
*
Para o enfermo - é a visita pessoal.
*
Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
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Para a criança - é a proteção construtiva.
*
Para o velho - é o braço irmão.
*
Para o inimigo - é o silêncio.
*
Para o amigo - é o estímulo.
*
Para o transviado - é o entendimento.
*
Para o orgulhoso - é a humildade.
*
Para o colérico - é a calma.
*
Para o preguiçoso - é o trabalho.
*
Para o impulsivo - é a serenidade.
*
Para o leviano - é a tolerância.
*
Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.
*
Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.

Umbanda é Caridade!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Emmanuel fala de Caridade

    
Antes de Jesus, a caridade é desconhecida.

Os monumentos das civilizações antigas não se reportam à divina virtude.

Os destroços do palácio de Nabucodonosor, no solo em que se erguia a grandeza de Babilônia, falam simplesmente de fausto e poder que os séculos consumiram.

Nas lembranças do Egito glorioso, as Pirâmides não se referem à compaixão.

Os famosos hipogeus de Persépolis são atestados de orgulho racial.

As muralhas da China traduzem a preocupação de defesa.

Nos velhos santuários da Índia, o Todo-Poderoso é venerado por milhões de fiéis, indiscutivelmente sinceros, mas deliberadamente afastados dos semelhantes, nascidos na condição de párias desprezíveis.

A acrópole de Atenas, com as suas colunas respeitáveis, é louvor à inteligência.

O coliseu de Vespasiano, em Roma, é monumento levantado ao triunfo bélico, para as expansões da alegria popular.

Por milênios numerosos, o homem admitiu a hegemonia dos mais fortes e consagrou-a através da arte e da cultura que era suscetível de criar e desenvolver.

Com Jesus, porém, a paisagem social experimenta decisivas alterações.

O Mestre não se limita a ensinar o bem. Desce ao convívio com a multidão e materializa-o com o próprio esforço.

Cura os doentes na via pública, sem cerimoniais, e ajuda a milhares de ouvintes, amparando-os na solução dos mais complicados problemas de natureza moral, sem valer-se das etiquetas do culto externo.

Lega aos discípulos a parábola do bom samaritano, que exalta a missão sublime da caridade para sempre.

A história é simples e expressiva.

Transmite Lucas a palavra do Celeste Orientador, explicando que “descia um homem de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que o despojaram, espancando-o e deixando-o semimorto. Ocasionalmente, passava pelo mesmo caminho um sacerdote e, vendo-o, passou de largo. E, de igual modo, também um levita, abordando o mesmo lugar e observando-o, passou a distância. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, reparando-o, moveu-se de íntima piedade. Abeirando-se do infortunado, aliviou-lhe as feridas e, colocando-o sobre a sua cavalgadura, cuidadosamente asilou-o numa estalagem”.

Vemos, dentro da narrativa, que o Senhor situa no necessitado simplesmente “um homem”.

Não lhe identifica a raça, a cor, a posição social ou os pontos de vista.

Nele, enxerga a Humanidade sofredora, carecente de auxílio das criaturas que acendam a luz da caridade, acima de todos os preconceitos de classe ou de religião.

Desde aí, novo movimento de solidariedade humana surge na Terra.

No curso do tempo, dispersam-se os apóstolos, ensinando, em variadas regiões do mundo, que “mais vale dar que receber”.

E, inspirados na lição do Senhor, os vanguardeiros do bem... substituem os vales, da imundície pelos hospitais confortáveis; combatem vícios multi-milenários, com orfanatos e creches; instalam escolas, onde a cultura jazia confiada aos escravos; criam institutos de socorro e previdência, onde a sociedade mantinha a mendicância para os mais fracos.

E a caridade, como gênio cristão na Terra, continua crescendo com os séculos, através da bondade de um Francisco de Assis, da dedicação de um Vicente de Paulo, da benemerência de um Rockfeller ou da fraternidade do companheiro anônimo da via pública, salientando, valorosa e sublime, que o Espírito do Cristo prossegue agindo conosco e por nós.

[10 - página 71] Emmanuel – 1952

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cobrar Atendimentos na Umbanda?


Se você, meu filho, tem o hábito de cobrar seus atendimentos...

Não terá o direito de exigir mais da Providência Divina, pois recebeu naterra o pagamento pela sua "doação de caridade"

Vale somente lembrá-lo que JESUS o exemplo de amor e abnegação, curoucegos, leprosos, doentes em geral do corpo e do espírito sem nada mais lhespedir do que " FÉ "

Viva, meus filhos, pela Umbanda e não "dá" Umbanda...

Por PaiAntonio das Almas - Psicografiade Pai Géro


sábado, 9 de abril de 2011

A dinâmica da Caridade



O Espiritismo tem por divisa fora da caridade não há salvação, o que equivale dizer que fora da caridade não há verdadeiro espírita.

"A caridade é a pedra angular de todo edifício social, sem ela o homem construirá sobre areia". Allan Kardec.

Uma só alma que se perdesse e Deus teria falhado em seus objetivos, por mais longe que nos levem nossos desatinos, ainda sim permaneceremos nos domínios de Deus, por isso, quando Allan Kardec emprega o termo salvação isso não significa que estejamos perdidos, e sim que jamais desfrutaremos de conforto e paz enquanto não nos ajustarmos às leis divinas, dentre as quais destacaríamos a lei do amor, que preconiza um desprendimento total de nós mesmos para uma comunhão total com Deus, a meta suprema de nossos corações, a caridade é o caminho, na medida em que para sermos caridosos somos obrigados a esquecermos um pouco de nós mesmos, começamos a caminhar.

Quanto ao termo caridade, sem que se penetre no seu sentido mais amplo e nobre, imagina-se que ser caridoso seja dar uma contribuição mensal à obras assistenciais ou estender alguns trocados ao necessitado que nos procura na rua, mas isso não é caridade, é mero dever de quem vive em sociedade, sem amparo a pobreza teremos a miséria total que gera pertubadores desequílibrios em qualquer comunidade, estender alguns trocados ao necessitado que nos procura na rua é mera esmola, a maneira mais fácil de nos livrarmos do importuno.

A caridade é algo de muito mais amplo e complexo, diríamos de que não se trata de um comportamento para determinadas situações, e sim de uma atitude perante a vida.

A Dinâmica da Caridade
As quatro angulações da caridade são:

1) Caridade perante a Família:

A caridade, diz a sabedoria popular, começa em casa.

"Se o próximo é o nosso caminho para Deus, não podemos esquecer que o próximo mais próximo é aquele que permanece sob o mesmo teto.
André Luiz.

Talvez seja essa a caridade mais difícil. Fora do lar há o verniz social, o conjunto de normas e comportamentos que regem nossas ações, na vida em sociedade com um pouco de disciplina podemos ensaiar relativa dignidade. No lar, entretanto, não há o verniz social, damos livre curso ao que somos e as tendências. Pensamos geralmente nos deveres dos familiares para conosco, raramente dos nossos deveres em relação a eles. Onde todos pensam em direitos, mas não cogitam de deveres, os resultados não são satisfatórios, temos aí a origem dos desajustes familiares.
A caridade perante a família se manifesta na forma de um exercício para todos os dias, onde as principais disciplinas são:
- Perdão: treino da compreensão sem o vinagre da crítica.
- Atenção: treino do diálogo, escutar/ouvir.
- Tolerância: treino da aceitação.
- Respeito: treino da educação, auto-educação, disciplina das emoções.
- Renúncia: treino da doação. Transmitir e demonstrar o amor. Renunciar as briga, as discussões, ao mau-humor, a cara amarrada com que pretendemos castigar os familiares quando não fazem o que desejamos.

2) Caridade perante a Comunidade:

O homem é um ser eminentemente social, criado para conviver com seres da mesma espécie, o seu próprio crescimento moral/intelectual/espiritual depende dessa convivência. Desde o momento que despertamos para a atividade diária ao momento que retornamos ao leito para o repouso noturno, dependemos de muita gente (alfaiate, frentista, motorista do coletivo, produtores do campo, entre centenas de outras pessoas). Somos todos interdependentes. A caridade perante a comunidade começa quando ultrapassando os limites da remuneração buscamos espontaneamente fazer algo mais em beneficio do bem-estar coletivo.

Temos que ultrapassar as barreiras do individualismo, e pequenas atitudes bastam: dando uma cota mais efetiva de participação no ambiente de trabalho, ajudando o colega com serviços sobrecarregados, preservar a ordem e a limpeza no logradouro público, atender aos apelos dos trabalhadores comunitários, ligar pro setor público competente avisando de que existem estragos no asfalto, encanamento, postes, etc. A abnegação é fundamental!

Esta caridade resume-se na ação em favor da resolução de problemas comunitários, que afetam a todos uma parcela.
E quem nos paga?
É Deus.

3) Caridade perante o Necessitado:

Ação do bem para com aqueles marginalizados do convívio social, pela miséria, pela doença, pelo desemprego, pelo vício, pelo crime cometido no passado. Mãos servindo, mãos trabalhando em benefício do próximo resume esta angulação. Há muito sofrimento, muita fome, muitas lágrimas a enxugar, muita, mas muita gente mesmo precisando de nós, e o tempo para semearmos o bem é hoje, é o agora, a oportunidade que temos é o presente.

4) Caridade perante Nós Mesmos:

“Mestre, qual o maior ensinamento de Deus? Amar o seu próximo de todo coração, de toda a sua alma [...] amarás teu próximo como a ti mesmo.”
Amando o próximo estaremos ao mesmo tempo amando a Deus, devemos amá-los como a nós mesmos, talvez seja esta a razão pela qual não amamos o próximo, é que não amamos a nós mesmos.
Não se comprometer no vício e na rebeldia, não agir na indisciplina quando a vida não atende aos nossos interesses.

Esta é a caridade para com nosso corpo/espírito.
Corpo: cuidados para com a nossa própria conservação; alimentação, conhecer o funcionamento elementar do nosso corpo visando um maior cuidado, repouso na hora certa, dieta, exercícios físicos e respiratórios, cuidados mais íntimos de higiene.

Espírito: desenvolvimento da inteligência emocional, autodisciplina, vigilância sob os pensamentos e sentimentos, busca dos valores que nos acompanharão para sempre, a cultura, o conhecimento, a moral.

Acima estão dispostos pequenos trechos da palestra de Richard Simonetti.
Palestra A Dinâmica da Caridade

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Caridade no Pensamento


Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.

Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.

Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiaçôes que liberamos, consciente ou inconscientemente.

Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as idéias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.

Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

Cultivemos a caridade do pensamento.

Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.

No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paciência. Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEU

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Caridade no Pensamento


Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.

Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.

Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiações que liberamos, consciente ou inconscientemente.

Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as idéias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.

Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

Cultivemos a caridade do pensamento.

Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.

No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paciência. Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEU

terça-feira, 29 de março de 2011

Umbanda e Caridade



Dizem por aí que a Umbanda não é caridade! Que é normal se cobrar pelas palavras amigas de um Preto-Velho, pela energia revigorante de um Caboclo, pela pureza de uma Criança ou pela proteção de um Exu. Que devemos cobrar pelo que nos foi dado gratuitamente.
A mediunidade é um dom, mais que um dom, um presente divino. Uma forma de atingir o coração das pessoas mais necessitadas e lhes encher de carinho e segurança. Afinal, a Umbanda também é a- mor! Amor pelos encarnados e pelos desencarnados. Amor por ajudar aos necessitados. Amor pela caridade, pois a Umbanda é acima de tudo amor pela caridade!
Desde que foi revelada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, a caridade foi colocada como alicerce da Umbanda. Pois a Umbanda é louvação à Deus. E Deus é amor e caridade. E todas as entidades que estiverem dispostas a trabalhar em prol da humanidade terão seu lugar em um verdadeiro terreiro de Umbanda. Afinal, a Umbanda é serviço prestado ao próximo, é se esquecer do orgulho humano e aprender a ser humilde. Aprender a respeitar o sofrimento alheio como se fosse o nosso próprio sofrimento.
Ser Umbandista é ter sempre o coração aberto ao novo. Pois a Umbanda é filha do preconceito, e na Umbanda não se deve existir discriminação. Somos todos iguais! Em gênero, cor (todos somos da raça humana) e classe social!
Na Umbanda não há distinção entre os encarnados e nem entre os desencarnados. Afinal, somos todos filhos de Deus. E todos merecemos ser tratados com amor e dedicação.
Na Umbanda todos temos o direito de buscar e obter o auxílio necessário para nossa evolução. Pois evoluir é necessário. E não há meio melhor de se evoluir do que com a prática da caridade, do que sendo caridoso. Como diz Pai Pery, "fazer caridade é importante, ser caridoso com o irmão é essencial". Ser Umbandista é ser caridoso!
Então meus irmãos, não se iludam! Não se deixem enganar por quem diz que devemos pagar para obter auxílio em um terreiro de Umbanda. Não se deixem enganar por quem diz que a Umbanda é uma fábrica de desejos e lhes promete tudo com prazos. Pois a Umbanda, também é merecimento.
Seja caridoso meu irmão, e então serás Umbandista. Umbandista de corpo, alma, mente e coração. Umbandista a serviço da caridade.
Matheus Zanon Figueira

sábado, 19 de março de 2011

Caridade material não pecuniária.


Caridade material não pecuniária.

A mais comum das formas de caridade q tende a vir a nossa mente é a doação
de dinheiro.
Mas não é a única, nem tampouco a mais importante.
Caridade pode ser a doação de sangue. Totalmente gratuita.
Caridade pode ser a doação de médula óssea. Também gratuita.
Caridade pode ser a doação da pilha de revistas usadas para um hospital ou
presídio, facilitando o tempo de permanência de quem definitivamente conta os
dias para sair.
Caridade pode ser levar as frutas que caem de nossas árvores e que não
conseguimos consumir pra creches, escolas ou mesmo pra meninada que está na
rua jogando bola.
Caridade pode ser a coleta e doação de lixo reciclável. Além de sustentar
famílias, contribui para a limpeza da cidade e preservação do meio ambiente.
Caridade pode ser ensinar aquela velha e afamada receita de bolo ou de
empadão da família.
Caridade pode ser ensinar alguém a costurar, ou a bordar, ou mesmo a verificar
o nível de fluido dos freios ou a pressão dos pneus. Salvar uma vida as vezes é
mais fácil do que se pensa.
Caridade pode ser fazer uma bela apostila decifrando os mistérios do uso da
crase ou da álgebra, e imprimi-la ou deixá-la para ser vista e baixada
gratuitamente num site de compartilhamento de arquivos.
Caridade pode ser filmar uma aula sobre uma matéria que você goste de
ministrar, com esmero e fundamentação, e deixá-la igualmente disponível na
internet.
Caridade pode ser levar o cortador de unhas, o aparelho de barbear, a tesoura de
cutícula, um esmalte e um batom para um asilo e ajudar os outros a se sentirem
asseados e mais bonitos.
Caridade pode ser apenas sentar ao lado de alguém que tem sua história pra
contar, e ouvi-la com atenção.
Caridade pode ser dizer a um familiar amigo que você é doador de órgãos, e
incluir esta informação,o nome deste familiar e seu telefone na sua carteira para
ser acionado em caso de acidente fatal.
Toda vez pois que nos faltar recursos financeiros para darmos ao outro,
lembremo-nos de tudo o que pode ser dado e feito sem dinheiro. Aliás,muitas
coisas este ainda não compra. Só se conseguem com o amor.

Palestra Espirita de 05 de Março de 2010. Cidade do Natal – RN.
Irmão desconhecido.
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